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Professora, Jornalista, Relações Públicas e Mestre em Comunicação Social. Apaixonada pela comunicação e pelo imaginário humano e cultural.

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Friday, April 23, 2010

Educação


Por Bruna Silveira




Quem não parou, ao menos uma vez na vida, para pensar no tempo que perdia na escola. Eu muito pensei principalmente nos meus idos anos do cruel segundo grau, hoje o famoso ensino médio.
Decorar fórmulas, tabela periódica, fazer cálculos mil de X vale não sei o que. Vivia me perguntando, no que isso agregaria em minha opção de vida, que era a área da comunicação. Ok, mais tarde compreendi que precisava de tudo isso para passar no vestibular e, então, o fardo tornou-se mais leve.

Mas afinal, pensava ainda, a vida se aprende como? Na escola? Na castradora escola particular em que eu entrava todas as manhãs ou, muito do que eu sei hoje aprendi na vida? O aprendizado vale quanto? Faz-se onde?

Hoje posso dizer que por todos os meios se aprende. Com a escola, cheguei na faculdade, com a faculdade me tornei profissional, mas se não fosse pelas coisas que aprendi fora das classes, talvez muito eu não pudesse oferecer ao mercado hoje.





Questionamentos normais na adolescência estavam retratados nas telas do cinema do Brasil com o filme Educação. Dirigido pela dinamarquesa Lone Scherfig, e lançado no Brasil em 2010, a película trouxe a tona a época de Londres pré-"swinging sixties". Jenny, a personagem principal do longa, uma estudiosa adolescente de 16 anos, se vê seduzida pelo aprendizado da rua, proporcionado pelo sedutor David. Diga-se que bem mais velho do que ela, e com uma conversa de levar no papo, até o pai conservado de Jenny. Ele apresenta não só “a vida real” para a menina, mas como o sub-mundo da mentira. A questão toda da trama, dentro da mente de Jenny é: vale eu me casar com este homem e deixar meu sonho de faculdade, de música para trás ou vale correr atrás da minha Educação profissional.





A trama de mentiras montada por David tem seus dias contatos no filme e Jenny, ao saber de toda a verdade toma a decisão. Retomar sua vida e ser alguém. Além dos questionamentos naturais da juventude, a adolescente descobre que crescer vai além dos muros da sala de aula, mas não pode ultrapassar a dignidade humana e feminina.


Sunday, March 21, 2010

Todos os dias

Dá para dar uma olhada nas minhas idéia diárias aqui:


http://twitter.com/silveirabruna

TENDÊNCIA

Por Bruna Silveira

Dias contados


Cores alegres nas unhas estão com o prazo quase vencido. Seguindo pela data de entrada do outono, a partir do dia 20 de março, mais precisamente após às 14h, a estação já se faz presente. Porém, como a natureza anda dando mostras claras de sua insatisfação do que os homens fizeram com ela, sabemos que o calor, ao menos aqui pelo Rio Grande do Sul, segue. Com esta temperatura de veraneio, ainda dá tempo de usar e abusar das cores que fizeram as unhas deste verão.

Os rosas vieram em diversas variações e estiveram presentes nas unhas de muitas gaúchas. Os roxos claros também fizeram sucesso. Mas o destaque foi para os verdes e azuis que variavam do claro ao mais escuro.

Com a chegada das baixas temperaturas, voltamos aos vermelhos, cor de vinho, aquela coisa tradicional. Mas a tendência que aponta o mercado de cosméticos é o marrom. Os Caldas de Chocolate, os tradicionais Cafés e até o Capuccino cumprirão o papel de fazer a moda das mãos das brasileiras.







A Risqué aposta em três cores em verniz e três cores opacas





Mas ainda há opções de cinza e cores que lembrar o tom de pele. Além disso, aponta no mercado brasileiro os esmaltes escuros, trazendo cores de roxo forte, dentre outras opções com textura opaca. Mas, quem gosta de brilhar até no escuro, algumas marcas garantem o realce.




Já a Impala aposta em tons perolados

O mercado de esmaltes, que tem crescido muito nestes últimos anos, promete fazer ainda mais a cabeça e as unhas de muitas brasileiras.

Sunday, March 14, 2010

Tudo por Prazer

Por Bruna Silveira






Três amigas, cada uma com um problema em sua vida, mas todas com algo em comum: busca pelo prazer.




Marie é médica e sustenta o marido, um pintor que não vende uma tela. Florence trabalha com marketing, tem um filho pequeno e um marido que só pensa nos negócios, viaja constantemente para o exterior e não demonstra a menor paixão por ela. Já Juliette é solteira e namora um estudante de filosofia, que se sente incapaz de assumir qualquer tipo de compromisso. A decisão do término do relacionamento, por ele, é justo no dia em que o casal vai dar o passo mais importante de sua vida: alugar o apartamento dos sonhos.


Na película, particularmente me identifiquei com Juliette. Além de ter o “dedo podre” para escolher os homens de sua vida, e isso temos em comum, a advogada vive com a conta bancária no vermelho pois nunca recebe o pagamento de seu cliente, passa o dia em lojas e, mesmo com a separação, aluga o apartamento.


Já Marie vive no consultório e resolve ter uma aventura fora. Neste momento ela descobre que o prazer está dentro de casa.


Quanto a Florence, ao receber a responsabilidade de desenvolver uma campanha de marketing e, quase perder o emprego por falta de ausência do marido, decide dar uma reviravolta em sua vida e assumir o controle de seus dias e de seu filho.


Quanto a Juliette, ela encontra o prazer no verdadeiro amor: o gerente do banco.


O filme, que pelo nome pode parecer fútil, nos faz ver que, o que realmente nos dá prazer, é aquilo que mesmo nos incomodando amamos. Não pode haver prazer sem um sentimento real. Do contrário é momento e isso não agrada por todos os dias de nossas vidas.
A comédia francesa foi lançada em 2005 e é dirigida por Cécile Telerman, com roteiro de Jérôme Soubeyrand e Cécile Telerman.

Em uma noite chuvosa, ou não, é uma ótima pedida.

Flores podem surgir do Ferro

Por Bruna Silveira


Até onde você encara os obstáculos da vida como um aprendizado? Onde cruza a linha da vida real e imaginária? Que influências trazemos para o nosso lado, a partir de nossa forma de ver? E que formas pensamento criamos? Estas e outras questões fazem parte do romance espírita A Ferro e Flores, de autoria de Lygia Barbiére Amaral, editado pela Lachâtre.

O tema principal do livro é o problema do alcoolismo e, como as consequencias deste vício, podem influenciar de forma positiva ou negativa. São duas irmãs gêmeas que sofrem um acidente causado pelo pileque do namorado. Um pai, que não sabe nem o que faz e coloca a sua vida em risco, tendo mais tarde que ser cuidado pela filha que ele rejeitou. Um casal, que chega ao fim por causa da bebida.

A obra nos mostra inúmeros lados do alcoolismo. Para quem tem esta doença, para os familiares e para quem fica, quando o resultado de uma festa regada à álcool é fatal.

No que a medicina pode ajudar? E ainda: o que está no mundo invisível que nos faz agir compulsivamente por um vício? Com que tipo de auxílio podemos contar, tanto na Terra como no Mundo Espiritual?

Uma obra que faz refletir, rever conceitos e encarar de outra forma amigos e familiares que enfrentam o problema da bebida. Do Ferro mais quente, nascem as Flores mais lindas e coloridas da vida.

Eu recomendo!




Monday, March 08, 2010

Todas em uma


8 de março. Dia Internacional da Mulher. Merecemos comemorações? Sim, todos os dias, não apenas hoje. Mas hoje, o mundo se mobiliza para olhar para os seres femininos. Sem nós, mulheres, não existiriam os homens, nem mesmo outras mulheres.

Em sua obra divina, nosso arquiteto genial, nosso BIG GOD, oportunizou tudo em um ser. A força para vencer os obstáculos, a fé para que nunca deixemos de acreditar, o amor, para que se multiplique nas multidões, a garra, para trabalharmos lado a lado por um mundo melhor, a fertilidade, para que possamos oportunizar vidas que podem vir não só de dentro de nosso útero, mas de nosso coração enorme.

O dia de hoje não precisava ser feriado, afinal, sempre estamos a postos para trabalhar, para cozinhar, para sorrir e ser feliz. Para dar a cara a tapa, uma palavra amiga, fazer um carinho. Sempre estamos prontas para entrar numa briga por uma crença, para defender o nosso lado e dos outros também. Estamos infinitamente prontas para sermos justas, sermos amantes, amigas, mães, namoradas, sermos más para ensinar quando pelo amor não conseguimos. E mesmo aquelas que se dizem descrentes de muitas coisas, sabemos que bem no fundinho delas existe a fé, pois sem a fé não estaríamos em lugar algum.

Que tenhamos cada dia mais orgulho de sermos mulher, que sejamos mais femininas, que mais flores cruzem nossos caminhos e mais amor espalhemos pelo mundo.

Feliz Dia Internacional da Mulher

Feliz Vida

Feliz todo o ano

MULHER SEMPRE E EM PRIMEIRO LUGAR!


Bruna Silveira

Thursday, March 04, 2010

Em grande estilo

Sem postar desde janeiro, saí à francesa para as tão merecidas férias. Uma dama sabe o momento de retirar-se sem causar estardalhaço, mas por outro lado, sabe o momento de fazer seu retorno triunfal.

Após 15 dias de férias no Litoral Gaúcho, posso dizer que voltei com as energias renovadas, com mais de cinco livros lidos e mais de 10 filmes assistidos. Voltei feliz por ter passado tantos dias com meus pais, observando suas manias e vendo que o tempo urge e preciso estar mais com eles.

Voltei cheia de carinhos ofertados pelo meu cachorro Kikito, um linguiça arlequim que completa 12 anos em 2010. Registrei com a beleza, leveza e cor das borboletas as minhas alegrias. A marca ficou na pele. Arte no corpo faz parte de algumas liberdades da mente. Vi nascer duas azaléias no meu bonsai. Vi mais três botões despontarem. Cultivei meus cinco bonsais e bronzeei a pele com parcimônia.

Sai aspirante a Jornalista, voltei Jornalista. Das mãos experientes do meu pai, me veio o canudo. Com minha família e amigos comemorei mais este rito de passagem na minha vida. Tive tempo de planejar algumas coisas, não tive tempo de fazer tudo que queria...

Férias são importantes, colocam a pessoa em contato com atividades não desenvolvidas ao longo do ano, nos coloca em contato com divindades astrais que não escutamos quase nunca e que nos renovam para que a caminhada seja feita com fé.

Estou de volta, pronta para mais filmes e livros, amigos, conversas, amigos e amores, bichinhos, plantas e família e fé.
Bruna Silveira

Thursday, January 21, 2010

Recomendo uma segunda chance

Esta semana tenho feito meu turno de trabalho na parte da manhã. Como durante a tarde me sobra tempo e terça-feira caía chuva em Porto Alegre, decidi ver o filme “Segunda Chance para o Amor”. Confesso que pensei que não iria gostar porém, a película me surpreendeu. Sim, como um filme de “meninas” é água com açúcar, mas faz pensar nas escolhas que fazemos na vida amorosa.


Segunda Chance para o Amor narra a história de uma escritora que vive um casamento sufocante e seu último livro havia sido publicado há mais de 10 anos. Do outro lado, seu ex-namorado de colégio, escritor de livros, bem sucedido mas que sobre sua última obra, só críticas negativas.

Um encontro casual em um restaurante e os dois se reaproximam. Isso muda a vida, de ambos. Entre idas e vindas, o termino de seus respectivos relacionamentos e as dúvidas normais da vida, o filme diverte, envolve e prova que um verdadeiro amor merece uma nova chance e que ele pode mudar uma vida em todos os aspectos. Já que Patti, a protagonista volta a escrever e lança um livro que é sucesso em todas as livrarias e Brian retoma seus antigos conceitos de escrita.


O filme que apresenta paisagens litorâneas de estética lindíssima, é dirigido por Edward Burns e foi lançado nos Estados Unidos em 2007, com o nome Purple Violets. No Brasil a película chegou em meados de 2009 e, mesmo divertido, está na categoria Romance.


Vale a pena conferir, recomendo!

Provei e não aprovei




Não nego que sou feminina, adoro me arrumar e estar sempre com as unhas feitas. Não costumo usar esmaltes clarinhos pois, com a fumaça do meu cigarro, fica tudo amarelado. Sem contar que tenho a impressão de nem ter arrumado as unhas. Para sair desta "sinuca de bico", do esmalte amarelado, procuro sempre usar cores diferentes. Minhas opções vão do vermelho ao azul. Não tenho pré-conceito com nenhuma cor mesmo.

Semanalmente, então, costumo mudar a cor e aparar as terríveis cutículas. Ontem resolvi inovar e experimentar o esmalte única camada da Colorama. Provei e não aprovei mesmo!

Já no dia seguinte o esmalte está com cara de "velho", daquele jeito que parece que a pessoa não muda há uma semana, e lasca facilmente.

Seca rápido, isso é verdade, mas não vale a pena. Compensa mais passar 30 minutos fazendo a unha e mais 30 esperando secar bem, do que fazer e parecer que não fez.

Quem quer que a unha dure, no mínimo, uma semana, não recomendo!

Tuesday, January 19, 2010

Iberê com opções para o Verão



A Fundação Iberê Camargo de Porto Alegre está, desde o dia 12 de janeiro, com programações culturais para aqueles que optam por ficar na capital nos dias de calor. Com isso, a Fundação oportuniza visitas guiadas às exposições, a partir das 16h. Há, ainda, a opção de oficinas com grupos mistos de crianças, jovens e adultos. A programação estará disponível até o final do próximo mês.
Já o Terça Alegre está de volta no verão 2010, até o dia 9 de fevereiro. Em uma parceria com o Porto Verão Alegre, são oportunizadas visitas guiadas e oficinas fora dos finais de semana.
Todas as atividades são gratuitas e as inscrições podem ser feitas por telefone.







Confira a programação dos próximos dias:

9/01 (TERÇA ALEGRE):
Visita mediada à exposição Cálculo da Expressão
+ Oficina Goeldi em cena

23/01 (sábado):
Visita mediada à exposição Iberê Camargo – Paisagens de Dentro
+ Oficina Paisagem de modelar

24/01 (domingo):
Visita mediada à exposição Cálculo da Expressão
+ Oficina Ponta-seca

26/01 (TERÇA ALEGRE):
Oficina Desenho vezes 3

30/01 (sábado):
Visita mediada à exposição Cálculo da Expressão + Oficina Xilo

31/01 (domingo):
Visita mediada à exposição Iberê Camargo – Paisagens de Dentro
+ Oficina Paisagem de dentro, modelo de fora

02/02 (TERÇA ALEGRE):
Visita mediada à exposição Cálculo da Expressão
+ Oficina Tiraste as palavras da minha gravura!

06/02 (sábado):
Oficina Nos Bastidores da Exposição

07/02 (domingo):
Visita mediada à exposição Cálculo da Expressão
+ Oficina Gravura com matrizes de isopor

09/02 (TERÇA ALEGRE):
Visita mediada à exposição Iberê Camargo – Paisagens de Dentro
+ Oficina Dentro do Mato *

13/02 (sábado):
Oficina Gravura e ponto!

14/02 (domingo):
Visita mediada à exposição Cálculo da Expressão + Oficina Goeldi em cena

20/02 (sábado):
Visita mediada à exposição Iberê Camargo – Paisagens de Dentro
+ Oficina Paisagem de dentro, modelo de fora

21/02 (domingo):
Visita mediada à exposição Cálculo da Expressão + Oficina Ponta-seca

27/02 (sábado):
Oficina Apropriação

28/02 (domingo):
Visita mediada à exposição Cálculo da Expressão + Oficina Segundo Segall

Serviço:
Mais informações e inscrições: (51) 3247.8001
http://www.iberecamargo.org.br

Monday, January 18, 2010

Pés coloridos

Os tênis coloridos ganharam espaço no Fashion Rio. O acessório ganhou influência 80's e 90's e os tênis trazem cadarços, solados e cadarços com cores mixadas. Os modelos a seguir fizeram sucesso fora das passarelas mas estão caindo no gosto de muitas!
As fotos são da Clara Cavour.














Os sem cadarço ganharam espaço também!










Esse foi meu preferido!







Também é possível conferir a lista completa das obras do autor após acessar o link da Biografia de Chico.
Vale a pena conferir!

Centenário de Chico Xavier



Pelo Twitter, um dos meus seguidos publicou o link do trailler do filme do Chico Xavier, com estréia prevista para o mês de abril deste ano. O vídeo estava dentro do site feito em comemoração ao centenário do médium mais humilde do pais Chico Xavier.

O material esta no ar desde 2008 e traz notícias da vida de Chico, vídeos com entrevistas e a divulgação do 3º Congresso Espirita Brasileiro que será realizado, também em abril, em Brasília/DF.

Vale a pena, para os adeptos e simpatizantes do espiritismo, dar uma aprofundada no conteúdo do site.

Tuesday, January 12, 2010

Nada a ver com preguiça

Por Bruna Silveira

Quando o verão chega, o verão mesmo, ali final de dezembro, janeiro, fevereiro, sabe, os dias mais quentes que Porto Alegre proporciona, grande parte dos habitantes da cidade passam a encarar o Litoral como uma alternativa para se livrar deste calor escaldante. O maior movimento da Freeway, se dá no final da tarde de sexta-feira e na manhã de sábado. Isso porque, a maioria trabalha 8h diárias toda semana. Nada mais justo que curtir uma “prainha”.
Assim como muitos, meu destino é o Litoral todos os finais de semana, exceto quando um motivo de força maior me faz ficar na cidade ou então, temporais típicos estão assolando o Rio Grande do Sul. No último final de semana, não foi diferente. Sexta-feira, fiz meu turno de trabalho de manhã e fui me refrescar na brisa litorânea. Mesmo a chuva de sábado pela manhã, não desanimei em levantar cedo da cama, ler os jornais e, quando abriu o sol, colocar o biquíni. No domingo, a mesma coisa, porém o sol já estava a pino cedinho. Como de hábito peguei o jornal do dia para ler. Ali, me deparo com a crônica semanal da Martha Medeiros. Fiquei impressionada com o pré-conceito existente na mente da escritora. Aquela tão de mente aberta, explicitou em suas linhas que a imagem de mulheres que buscam seu lugar ao sol e voltam “torradinhas demais” para a jornada semanal são pessoas que não tem o que fazer.
Fiquei pasma! Não é porque estamos falando da crônica da Martha Medeiros que vou concordar. As pessoas torram ao sol pois é sua opção de lazer, após uma semana de trabalho, se elas terão problemas de pele, cada um com seu problema, mas não era esta a questão! Seria então chamar seres de sua mesma espécie de vazias? Ora, faça-me o favor querida Martha! Muitas mulheres relaxam ali horas e horas de trabalho duro. Horas e horas cuidando de filhos, casa, marido. Muitas estão no sol lendo. Não se pode igualar as pessoas por meio de uma visão míope! Há que se considerar inúmeras hipóteses, dentre elas a vida de cada um, que diz respeito A CADA UM.
Eu sou amante do sol, talvez por isso tenha ficado tão boquiaberta com os comentários de Martha. E é no sol que faço as minhas mais prazerosas leituras! O importante é: Use filtro solar!

Wednesday, January 06, 2010

Como guia Yemanjá

Por Bruna Silveira

Há seis dias, os céus do Brasil inteiro eram cortados por rajadas coloridas. A alegria foi imensa pela chegada do novo ano. 2009, para muitos, foi um desastre. Doze meses difíceis, foi um ano de lutas. No meu caso não foi diferente, mas afirmo que compensou todo o esforço no final. Não posso dizer que perdi nada, apenas me esforcei mais e fui recompensada.
Dias antes do final de 2009, resolvi que as coisas não resolvidas em 2009 e que talvez trouxessem seus problemas para 2010, sem solução, lá ficariam. E assim foi. Ficou no ano passado amores, dissabores, dores e falta de amores. Trago comigo as novas amizades, o resultado feliz e suado de cada etapa vencida, trago a vida para ser vivida mais intensamente.
Vejo um 2010 pronto para ser desfrutado, em cada segundo, em cada detalhe. Percebo e me agarro na chance de fazer melhor, vejo o ano regido por Yemanjá banhar a população. Desejaria que nos primeiros dias deste ano, que espero que sejam melhores que o passado, o céu e muitas pessoas tivessem visto apenas os coloridos dos fogos, as músicas de comemoração, estourou de champagne e gritos de alegria. Não foi bem assim. Muitas capitais brasileiras foram pegas de surpresa com chuvas, deslizamentos, mortes coletivas. Em minha filosofia de vida, a limpeza do denso deve ser feita regularmente, mas me questiono: sempre à custa da dor e da perda?
Lamentar eu sei que não adianta, mas desejar algo mais de vida ajuda. Como todas as pessoas, tenho minhas resoluções para 2010, uma delas é não fazer do problema do outro um problema meu. A outra é estar atenta a quem de fato quer estar perto de mim e não a quem finge querer. Parar de fumar não entrou na lista, muito menos fazer esportes, comer mais verduras e legumes. Mas já na primeira semana do ano o que me aguardava era a cadeira do médico. Ok, ok, vamos tentar estressar menos em 2010, dar menos importância à coisas fúteis. Talvez trabalhar menos, me dedicar mais à família, aos amigos, às coisas que gosto. Mas também, desejar um ano de PAZ para o mundo. Não é ideologia, eu desejo mesmo que as pessoas tenham mais tranquilidade em suas vidas!
As festas de final de ano sempre me deixaram triste após a perda do meu avô, nos idos anos da década de 90. Descobri que lamentar esta partida a cada data, não o trará de volta como eu gostaria, que sua presença invisível se fará ao meu lado pela batida do coração feliz, pelo pensamento feliz dos momentos que passamos juntos. Para 2010 quero aprender a pensar mais assim, das pessoas que amo e perdi.
Em 2010 espero que todos pensem mais assim e sejam mais felizes com o que tem na vida. Desejo uma vida mais farta de realizações, saúde e paz. Desejo que o manto azul de Yemanjá cubra cada ser habitante ou não da terra, de amor, caridade e solidariedade. Mesmo tendo minha resolução de não fazer do problema dos outros um problema meu, ajudar ao próximo faz bem e não dói nada. Acho essa idéia uma das boas pedidas para 2010! Para que ele seja 10!

Thursday, December 24, 2009

A festa é de quem?

Por Bruna Silveira


Final de ano parece ser sempre a mesma coisa. Correria nas empresas para fechamento do período, papéis de amigo secreto, combinações da ceia de Natal e, é claro, a famosa corrida aos presentes. As lojas ficam lotadas, até o último minuto, é sempre possível deixar os shoppings e estabelecimentos comerciais com alguma lembrancinha.
As festas são cansativas: é na empresa, é com os amigos, com os parentes. O ponto máximo, geralmente se dá na noite do dia 24 de dezembro, quando então as famílias se reúnem, bebem, comem e trocam produtos.
A questão é: a festa é de quem? O que mesmo se comemora no Natal? Talvez, nos dias de hoje se diga que é o dia do Papai Noel. Comemora-se os presentes, as vendas, as compras e o que se ganha. Comemora-se a mesa farta e cheia, comemoram-se as alegrias do ano. Alguém comemora o aniversário da pessoa mais importante do dia?
Sim, o dia é dele, de Jesus Cristo, que com toda sua humildade passou um período na terra para trazer uma palavra, ensinar o sentido verdadeiro do amor, da fraternidade, da caridade. Ele veio mostrar que a vida vai além do que vemos. O ensinamento já foi esquecido (ou será que algum dia foi absorvido?). A humildade não está dentro do coração de muitas pessoas, nem o amor ao próximo, menos ainda a solidariedade. Como o Mestre mesmo disse: “Muitos serão os chamados, poucos os escolhidos”.
Pequena parcela da população realiza ações de solidariedade. Elas existem sim, mas em menor número do que a parte populacional dos habitantes terrenos que comemoram a data baseados no materialismo. Sem contar que é isso que ensinam as crianças.
Gostaria que para este ano, os pensamentos e corações se voltassem mais ao aniversariante do dia, ao dono da festa, ao Mestre Jesus. Que as pessoas, que pouco tem, comemorassem a mesa farta para seus filhos mas não esquecessem do aniversariante. Gostaria que as pessoas que correm em shoppings e lojas cheios, chegassem em casa e à meia noite lembrasse do Mestre.
Desejo, do fundo do coração que o aniversariante participasse mais da vida de cada ser humano, não por escolha dele porque ele sempre está presente, mas pela vontade e opção de cada um.
Finalizo não desejando um Feliz Natal, mas sim que as pessoas coloquem mais fé em sua jornada terrena!
E parabéns ao aniversariante do dia! Ao Mestre Jesus, meu muito obrigada!

Wednesday, December 16, 2009

Até onde o preconceito vai?

Por Bruna Silveira

Um amor proibido. A frase resume a história da película Entre Dois Mundos do diretor Vic Sarin. Retratado na data de 1947, quando findou-se o domínio dos ingleses sobre a Índia. Os reflexos disso foram as intolerâncias vividas entre muçulmanos, sikhs e hindus. Isso resultou nas divisões entre a Índia e o Paquistão. Iniciou-se então, uma fase de conflitos religiosos.
Os massacres eram constantes. No meio deles, nasce um amor. Em uma das matanças, onde os indianos tiraram a vida, sem piedade, de centenas de muçulmanos, Nassem escapa, perde-se da família e consegue um refugio na floresta. No outro dia, ao ir colher plantas o ex-soldado sikh Gian salva a moça.
Entre medo e preconceito, a jovem passa a viver na casa de Gian. O que causa um grande rebuliço na comunidade onde o ex-soldado vivia. Mas pelo amor, os preconceitos foram deixados de lado, o casal aproximou-se cada vez mais e o casamento se fez.
A chegada de um filho, na tranquila vila, deixou Gian feliz e realizado com sua existência. Mesmo assim, Nassem queria saber o paradeiro da família.
Ajudado por uma amiga inglesa, que vivia na Índia, o parentesco da jovem foi encontrado e ela rumou ao Paquistão com a idéia de voltar um mês depois.
O que Gian encontrou na estação, naquele um mês depois, foi um ônibus para ele vazio, sua esposa não havia voltado.
Por preconceito, ela estava trancada em casa. Nem o fato do ex-soldado ter salvo sua vida foi suavizado para que os irmãos a deixassem retornar ao convívio de amor verdadeiro.
Começou ai a saga de Gian e Nassem, a luta de ambos contra preconceito inter-religioso. E o final, com certeza, retrata uma situação que não deve mais existir, ou ao menos, muitos gostariam que não existisse em pelo século XXI.
De belas paisagens, mesmo retratando uma Índia pobre e em guerra, o filme em nada se parece com a ilusória novela Caminho das Índias. A não ser o preconceito entre pessoas aptas ao amor.

Saturday, November 21, 2009

Literatura Espírita

Por Bruna Silveira



Para quem gosta de literatura espírita, para quem crê na vida após a morte e ainda, que somos o resultado do que plantamos, a dica é a leitura da obra Ninguém Lucra com o Mal. O romance, do espírito Hermes e psicografado pelo médium Maurício de Castro, traz a história envolvente de Ernesto.
Ernesto era um homem honesto, espírita praticante, funcionário ético e tinha o principal: o amor da esposa e das duas filhas. Um desastre automobilístico muda o rumo da vida deste protagonista, que larga a prática espírita e passa a compactuar com seres da caravana de Belzebu.
Com suas atividades de magia negra, Ernesto passa a influenciar não só a vida dos outros, mas receber os recados de sua própria vida. A lei de causa e efeito atua de forma impressionante, não só na encarnação dele, mas na de todos os envolvidos por seu trabalho.
Porém, o amor a tudo liberta. O aprendizado das leis de Deus conforta e mostra que deve se dar de graça o que de graça recebemos: o dom da mediunidade. A mensagem da obra vai além: não temos nada de errado nas nossas vidas, temos tudo de acordo com as nossas vibrações.
A história é envolvente, os personagens apaixonantes, os ensinamentos do livro, encantadores. Principalmente quando se vê que vale a pena amar, viver sem medo e ter a certeza que Deus olha por cada um de nós.
O livro, lançado pela editora Lúmen em 2009, está ao alcance de todos em livrarias do Brasil.

Friday, November 20, 2009

Vindos do além




Por Bruna Silveira


Há os que acreditam e os que não acreditam. O que lêem e os que não. Os que usam como auto-ajuda, os que buscam conhecimento. São inúmeras as qualificações que podem ser dadas às comunicações mediúnicas, em especial a psicografia. Nas livrarias elas estão por toda parte. Seja na sessão religião, seja na auto-ajuda.
Para acreditar no que se lê em obras de literatura mediúnica, em especial a psicografada, há que se ter a crença na vida após a morte. São várias as correntes que têm a opinião de que o espírito sobrevive após a morte do corpo ou, como a linguagem espírita diz, após seu desencarne. Há, ainda, aqueles que acreditam na sobrevivência do espírito, mas não tem a idéia definida ou clara de como isto ocorre.
Já outros compreendem essa questão de forma clara e definida, como os espíritas e demais correntes espiritualistas, como as rosa-cruzes, os Teosofistas, e várias religiões orientais como o budismo, hinduísmo e outras.
Provas das existências após a morte são irrefutáveis no Ocidente, explica Antônio Galeno, espírita e orientador. E as informações não são dadas por adeptos do espiritismo e sim por meio de fatos científicos obtidos por pesquisa e outros advindos de mero acaso, ocorrido ainda com praticantes católicos. Esse mero acaso, o orientador explica que foi constatado por Jugersson. Através da gravação de vozes, quando então havia ido fazer um estudo de pássaros na floresta. Na ocasião, ele obteve uma interferência em seu trabalho, sendo, então, captadas as vozes de pessoas que tinham morrido em seu gravador. As constatações deram origem à Trans-comunicação Instrumental – TCI.
Como um dos percussores das pesquisas relacionadas a TCI, há o padre François Brune. Ao final de seu livro, Linha Direta com o Além, há a seguinte passagem, escrita por ele: “Estou verdadeiramente convencido de que com a TCI dispomos de novos meios, fantásticos, que nos garantem nossa sobrevivência após a morte”.
Galeno comenta que outra experiência que comprova a vida após a morte foi obtida em Milão na Itália. Em um laboratório de física, alocado na Universidade Católica, o padre Agostinho Gemelli, na época também um físico de renome, juntamente com o Padre Pelegrino captou, durante um experimento, a voz do próprio pai. Quando a informação chegou nos ouvidos do Papa João Paulo II, a expressão de seu pensamento foi para explicar que o diálogo com os mortos merece profundo respeito.
Outro ensaio interessante, conforme o orientador espírita, é descrito pela arquiteta norte-americana Jenny Cockell. Em seu livro, que depois virou filme, o Minha Vida Noutra Vida, relata o caso de sua reencarnação anterior. Com estas constatações, alguns podem chegar a conclusão de que o espírito não morre junto com o corpo durante as passagens pela Terra.
Experiências à parte, os livros estão no mercado de todo o Brasil. Um dos maiores divulgadores da literatura espírita foi Chico Xavier. Desacreditado quando afirmou receber textos de poetas do além, mas que estiveram presentes na história brasileira, veio o livro Parnaso Além Túmulo. A obra continha textos de Augusto dos Anjos e Castro Alves, dentre outros poetas. Os estilos foram reconhecidos pelos literatos especialistas. Talvez, uma de suas obras mais conhecidas seja Nosso Lar. Além de estar à disposição dos leitores em todo o Brasil, o livro já conta com download gratuito na internet em páginas voltadas aos adeptos do espiritismo.
Em sua psicografia inconsciente – o que significa que o médium não sabia o que estava escrevendo durante o transe – até o fim de sua vida foram mais de 200 obras. Porém, Galeno explica que nem todas as psicografias são inconscientes.
Uma questão importante para compreensão das obras é entender o que é, afinal, o ato da psicografia. Afirma Galeno que este é um meio que o espírito encontra de se comunicar com o plano físico. A conexão é realizada através de um médium e, através dele são passadas as mensagens de consolação, conhecimentos, estímulos de mudança de comportamento e ainda os romances. Hoje, Divaldo Franco é um dos médiuns mais destacados no país. Além da psicografia de obras de cunho espírita, Divaldo viaja o território brasileiro para dar palestras e ainda psicografar mensagens para familiares que estão ainda no plano terreno e anseiam por notícias de seus entes queridos que já estão em outro plano. Na seara da psicografia, Divaldo também é um médium inconsciente do que escreve.
Com isso, alguns entendem que a psicografia contribui justamente por seu intenso e profundo conteúdo moral. Isto estimula quem as lê e contribui para o aperfeiçoamento de uma conduta de vida por meio da reforma íntima e por meio da prática da solidariedade, caridade e fraternidade com o semelhante.
Desta forma, explica Galeno, os livros psicografados, ou mediúnicos, são elaborados pelos espíritos e repassados ao planeta Terra por meio dos médiuns disponíveis, levando assim o conhecimento que a sociedade ainda não possui.
Porém, o percussor de toda esta obra foi, sem dúvida, Alan Kardec que, em 1857, lançou o Livro dos Espíritos em Paris. Hoje ele é a base da Doutrina Espírita. Após vieram o Evangelho Segundo o Espiritismo, Obras Póstumas, o Céu e o Inferno, O que é Espiritismo e A Gênese.
Além de autores tradicionais, como Divaldo Franco, novas obras tem dado luz a doutrina, é o caso das obras do médium Carlos Baccelli e Wanderlei Soares de Oliveira. O primeiro psicografa obras oferecendo conhecimento com mais detalhes sobre a vida no plano espiritual, na mesma linha de André Luiz, que era psicografado pelo saudoso Chico Xavier.
Como auto-ajuda, ou não, as mensagens contidas nas obras, trazem luz a um conhecimento que na Terra é pouco divulgado ou sabido, dando assim, aos encarnados, chances de buscar mudanças internas e olhar os demais seres do universo como iguais.