Quem não parou, ao menos uma vez na vida, para pensar no tempo que perdia na escola. Eu muito pensei principalmente nos meus idos anos do cruel segundo grau, hoje o famoso ensino médio.Decorar fórmulas, tabela periódica, fazer cálculos mil de X vale não sei o que. Vivia me perguntando, no que isso agregaria em minha opção de vida, que era a área da comunicação. Ok, mais tarde compreendi que precisava de tudo isso para passar no vestibular e, então, o fardo tornou-se mais leve.

Questionamentos normais na adolescência estavam retratados nas telas do cinema do Brasil com o filme Educação. Dirigido pela dinamarquesa Lone Scherfig, e lançado no Brasil em 2010, a película trouxe a tona a época de Londres pré-"swinging sixties". Jenny, a personagem principal do longa, uma estudiosa adolescente de 16 anos, se vê seduzida pelo aprendizado da rua, proporcionado pelo sedutor David. Diga-se que bem mais velho do que ela, e com uma conversa de levar no papo, até o pai conservado de Jenny. Ele apresenta não só “a vida real” para a menina, mas como o sub-mundo da mentira. A questão toda da trama, dentro da mente de Jenny é: vale eu me casar com este homem e deixar meu sonho de faculdade, de música para trás ou vale correr atrás da minha Educação profissional.

A trama de mentiras montada por David tem seus dias contatos no filme e Jenny, ao saber de toda a verdade toma a decisão. Retomar sua vida e ser alguém. Além dos questionamentos naturais da juventude, a adolescente descobre que crescer vai além dos muros da sala de aula, mas não pode ultrapassar a dignidade humana e feminina.
























