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Professora, Jornalista, Relações Públicas e Mestre em Comunicação Social. Apaixonada pela comunicação e pelo imaginário humano e cultural.

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Sunday, April 22, 2012

Não espere... Mas não espere mesmo!





Um dos maiores problemas com o qual o ser humano pode conviver é a busca de aprovação pela família ou sociedade. 
Provavelmente este sentimento tem origem na maneira como criamos e "levamos" a nossa atual vida. Eventualmente calcada em princípios absurdamente ultrapassados e, portanto, com padrões equivocados para a nossa individualidade e para o momento presente.
Antes era fácil convencer as pessoas através de livros, palavras de comando que gerassem medo. Agora temos acesso a imagens instantâneas. É só acessar o computador e saber interpretar as pesquisas.
A afirmação precisa ter conteúdo que possa ser absorvido pelas mentes sedentas de saber. Estamos na era do conhecimento e da velocidade da informação. 
Porém, é mais fácil seguir. Para que isso aconteça, basta somente ir atrás. É muito mais complicado orientar-se pelas nossas verdades. Não há mais desculpas.
Sabe-se que o Universo existe há BILHÕES de anos e que suas dimensões são absurdas e incomensuravelmente grandes.
Assim, não espere. Vá à luta. 

Busquemos conhecer as verdades efetivas, as que estão ao nosso redor e no Universo. Procuremos cultura e conhecimento. 
Evite seguir. Evite comprar aprovação. Evite fazer-se de vítima. Evite só saber. Evite ter medo. Aplique o seu conhecimento e tenha atitudes. 
Portanto:
Não espere que as coisas aconteçam pela ajuda que um super ser irá lhe proporcionar. Isso é engano. É confundir energia com paternidade.
Não espere que por toda a sua vida papai e mamãe estejam lhe protegendo e fazendo aquilo que compete a você fazer. Isso, esta espera por ajuda, chama-se resultado de adestramento... 
Não espere que as pessoas à sua volta vejam o seu desempenho no momento e na hora que você mais precisa que isso aconteça. Os que vivem em sua volta, na maioria das vezes, gostam de você do jeito que é bom para eles. Poucos sabem entender que cada um tem o seu caminhar e a sua forma de enxergar a vida.
Não espere que as suas verdades, conquistadas com muito esforço, sirvam também para os demais. O processo de aprendizado é individual.
Não espere que o óbvio seja companheiro de todas as suas verdades. Só você vê o mundo da sua maneira. Ninguém trilhou o mesmo caminho que você. 
Não espere que, depois de viver junto com alguém, as coisas possam ficar melhores. Não, não ficam. As pessoas vêm até nós com suas virtudes e seus defeitos. Ninguém consegue ser o que nós esperamos que seja. Por um minuto até pode, mas o dia inteiro não será possível. Ou você aceita a pessoa como ela é ou irá ter problemas de relacionamento. 
Não espere que um dia a pessoa mude e passe a ser como você gostaria que ela fosse. Isso nunca acontece. O caminhar é individual. Até os sete anos se forma a personalidade de cada vida. As pessoas só mudam quando decidem mudar. Ninguém tem o controle da vida do outro.
Não espere que a loteria bata à sua porta. Não existe sorte. Ela só acontece quando merecimento e oportunidade chegam juntos. Portanto, é fundamental saber viver com o que se têm. O segredo é buscar MERECIMENTO.
Não espere que o ano novo seja melhor. Você é quem precisa melhorar a sua forma de ver a vida. Ano Novo sem atitude nova é apenas simples alteração de calendário.
Não espere começar o regime segunda-feira. Você está fora do peso porque não sabe entender a vida ao seu redor. É óbvio que alguém ou algo lhe sufoca. Todo adestrado é um sufocado pela realidade da vida. Não sabe se superar sozinho. É preciso mudar a forma de ver e encarar os problemas que se apresentam em sua vida. Seu único prazer é comer. Que tal trocar este prazer pela descomunal vibração de ser outra pessoa.
Não espere por milagres. Eles só existem para as pessoas que LUTAM e se dedicam, trabalham e possuem postura ativa.
Não espere que seu amigo entenda... Ele vê você exatamente da forma como demonstrou lhe entender e ler. As pessoas se revelam e se mostram nas dificuldades.
Não espere que os amigos de festas venham lhe ajudar, eventualmente, no transporte dos móveis de sua mudança de casa. A expressiva maioria deles não gosta de você. Gosta e aprecia o que você lhes oferece como distração ou alimento.
Não espere ter muitos amigos. Poucos nos aceitam como somos. Poucos têm a energia compatível. Quem é seu amigo não pede as razões e os porquês de você não querer alguma coisa. Simplesmente aceita seu não, por ser seu amigo. Amigo entende.
Não espere que sua vida melhore se você ficar só reclamando, analisando os outros, falando deles e não agindo a seu favor. Ou pior, dando dinheiro para aproveitadores e enganadores.
Não espere que só conhecimento ajude em sua vida. O que lhe ajuda e impulsiona é a sabedoria do conhecimento aplicado. Pare de ler e aplique o que sabe... Isso é saber viver.
Não espere que sua felicidade esteja nas mãos dos outros. Eles também buscam a deles. Felicidade é uma mera combinação de mente aberta com oportunidade escancarada. Ser feliz é uma determinação e não uma busca. Felicidade é essência e não matéria.

Não espere, portanto, que seu bolso lhe traga esta felicidade. A satisfação que emana de um bem, em nossa vida, leva em si poucas horas de prazer. O que não se toca "esconde" a essência da vida feliz. A felicidade está DENTRO de nós. É só saber usar.
Não espere que a viagem sonhada mude a sua vida. É puro engano. Depois da viagem, a realidade de nossos dias retorna. Mudar de vida é mudar valores e, assim, a forma de viver e encarar esta encarnação.
Não espere, portanto, que a mudança aconteça de fora para dentro. Seus valores é que precisam ser questionados, avaliados e eventualmente trocados.
Não espere que ler um livro lhe dê o conhecimento que você precisa para entender uma vida. A vida existe para ser observada, entendida e aplicada.
Não espere que, finalmente, seguir os outros venha lhe dar a paz que você busca. Ela está em seu equilíbrio emocional e na forma como você verbaliza as suas verdades. Eles são a base do seu e do meu plantio.
Sei que nos veremos, menos complicados, é verdade...

Autoria de Saul Brandalise Jr.

Sunday, April 15, 2012

A Pétala Vermelha

Sim, existem forças divinas que nos colocam em situações, em um primeiro momento, negativas. Com o passar do tempo, percebemos que são elas que nos apontam os caminhos, devido aos encontros que são proporcionados nessas ocasiões.

Na obra A Pétala Vermelha, romance espírita de Octavio Augusto, editado pela Lachatre em 2009, mais uma vez essa máxima foi confirmada: do que parece menos, sai o mais.

Renata vivia um romance perturbador com o atual namorado, onde sofria, inclusive, agressões físicas. Artur, seu colega de trabalho, estava apaixonado por ela. Renata queria apresentar o colega para Denise, sua irmã “problema”. Na noite que o encontro não aconteceu, Denise, filha adotada e formanda em arquitetura, foi presa por porte de drogas. O pai de Artur, o advogado Alexandre, ajudou na soltura de Denise. Leônidas, o pai das meninas, que residia em uma fazenda no interior, veio ajudar a filha nessa situação complicada e tentar estimulá-la a parar com o uso de maconha. Além disso, Denise foi intimada a prestar serviços à comunidade, em uma casa de apoio a crianças com câncer e trabalhar junto com a Dra. Beatriz.

Ao organizar um jantar de agradecimento à família de Artur, Renata e Leonidas proporcionaram o encontro entre Denise e o colega de Renata. Assim, aproximaram Rosemeire e Alexandre, que estavam há dois anos separados. Nesses encontros, novos desafios. Denise começou a descobrir sua identidade, a parir de uma intensa amizade com Rosemeire e, em seguida, firmar um romance com Artur. Renata resolveu valorizar-se e terminar o relacionamento violento. Rosemeire descobriu um câncer de mama e enfrentou essa provação com o auxílio do ex-marido. Beatriz e Leonidas não ficaram imunes às forças invisíveis. Havia um alguém trabalhando por aqueles encontros, que era a peça chave de todos os relacionamentos estabelecidos. Um senhor, que tinha embaixo do olho uma mancha como uma pétala vermelha.

Emocionante, verdadeiro, envolvente. Vale ler!



Wednesday, April 04, 2012

Chegando à biblioteca

Não sei vocês, mas eu fico extremamente feliz quando adquiro novos livros. Ok, já deu para perceber que esse é um vício incontrolável que tenho: ler.
Na minha vida de leitora, já perpassei por vários estilos literários. Já li auto-ajuda (sim e fiz post aqui no blog), já li romances água com açúcar, já li narrativas tristes, obras espíritas – e amo lê-las, biografias, histórias de perdas, de ganhos, de união, desunião, enfim...

Autores são muitos. Alguns, me deixam na espera do próximo lançamento, como foi o caso da minha última paixão: Carlos Ruiz Zafón. Outros, mais tradicionais como Mário Vargas Llosa sempre estarão cotados para uma boa leitura. Nesse patamar poderia citar ainda as heranças de Tomas Mann, Ernest Hemingway, Morris West, e sim, Sidney Sheldon. José Saramago, Machado de Assis, Virginia Wolf, Jane Austin, ih... Muitos! E há os que ainda encontram-se entre nós e que garantem uma ótima leitura, como é o caso de Gabriel Garcia Marquez. Eu tinha ido apenas comprar um papel de presente, para fazer o embrulho de um livro, claro, que presentearei uma grande amiga, devoradora de letras, como eu. À ela vai um Isabel Allende. Mas não resisti. Visitei as prateleiras, mesmo me concentrando para ir APENAS à parte de papelaria. Deparei-me com duas obras do Gabo que faltavam na minha coleção: “Crônica de uma morte anunciada” e “Do amor e outros demônios”. Na orelha do primeiro livro, consta que a narrativa é a montagem de um quebra-cabeça, cujas peças vão sendo encaixadas através da superposição de versões das testemunhas que estiveram próximas a Santiago Nasar, no último dia de sua vida. Mistério, ok. Adoro! Quando desvendar esse discurso, posto aqui. Já a orelha do segundo livro explica que o roteiro datado do ano de 1949, sendo levado a cabo no século XVIII, traça linhas onde Gabo vai compondo uma história de amor cercada de mistério, sortilégio e feitiçaria, tendo como fim um processo instaurado pela Inquisição. A história envolve uma adolescente, filha única de um marquês e criada em meio a crenças africanas e, um padre espanhol, que tem como finalidade exorcizar os demônios que acreditar ter possuído a menina. Postarei minhas impressões sobre esse discurso, obviamente, após efetivar a leitura. E, pelo previsto na sinopse, acho que começarei por este.

Mas, meus olhos ávidos por livros, não terminaram sua busca em Gabo. Apostei, ainda, em Daniel Pennac, e seu “Como um romance”. Nunca li esse autor, e o livro de bolso da L&PM Pocket traz em sua contra capa os direitos do leitor, além de explicar ser essa uma obra ensaística, que apresenta a magia da leitura e a perda dessa magia quando, na infância, o livro deixa de ser um prazer para ser uma tortura nas classes escolares. Assim, por meio de um discurso romanceado ao pé da cama, o autor resgata o personagem em sua infância, re-depositando o prazer das letras.
E, finalizando, “Sob o sol de Toscana”, de Frances Mayes. Essa obra deu origem ao filme de mesmo nome, o qual sou apaixonada, e que me motivou a adquirir o livro. Nessa narrativa, Frances apresenta o mundo que descobriu quando comprou e reformou uma casa de campo abandonada, no interior da Toscana. Durante o crescimento discursivo, vem a tona não só o cotidiano, como as descobertas da cidade e da região onde está, agora, enraizando sua vida. Vale muito a pena conferir a película. Eu já assisti mais de cinco vezes e não me canso. Aposto em mais detalhes apaixonantes agora na “devoração” do livro.

E, contente vou hoje para casa, com meus novos amigos nas mãos, que já fazem parte de minha pequena coleção de livros. Com certeza esse será um bom legado aos meus filhos!



Tuesday, April 03, 2012

Lançamento de livro

Liniane Haag Brum traça o perfil do militante comunista Cilon Cunha Brum, desaparecido durante a Guerrilha do Araguaia
Publicitária e editora na TV Cultura, Liniane Haag Brum lança, nesta terça-feira, 03, o livro ‘Antes do passado - O silêncio que vem do Araguaia’. A sessão de autógrafos será na Livraria Cultura do Bourbon Shopping Country, às 18h30. A obra traça o perfil de Cilon Cunha Brum, militante comunista que deixou a faculdade para combater o regime militar na Guerrilha do Araguaia e nunca mais voltou. ‘Antes do passado’ esclarece o momento da história brasileira pelo ponto de vista do núcleo familiar, com o objetivo de não cair no embate ideológico entre esquerda e direita, civis e militares, vítimas e algozes.

Durante quase 20 anos, Liniane, a afilhada de Cilon, refez o percurso do padrinho - visto pela última vez em 9 de junho de 1971 -, revirando arquivos e entrevistando pessoas que o conheceram. Os acontecimentos são narrados em crônicas - escritas a partir de depoimentos, recortes de jornal, fotos e documentos - e cartas endereçadas à avó Lóia, mãe de Cilon. O resultado é uma prosa, que revela a história da família é o momento do País.

Nascida em Porto Alegre, em 1971, Liniane é formada pela PUC do Rio Grande do Sul, atuou como publicitária e professora universitária. Foi produtora, editora e roteirista em dezenas de produções audiovisuais para o cinema e a televisão. Desde 1995, vive em São Paulo, onde trabalha como editora na TV Cultura.



Fonte: coletiva.net