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Professora, Jornalista, Relações Públicas e Mestre em Comunicação Social. Apaixonada pela comunicação e pelo imaginário humano e cultural.

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Sunday, October 26, 2008

Manter é avançar

Por Bruna Silveira







Mesmo com uma disputa baseada na agressão, Porto Alegre sabe manter o que está bom. Além disso, discursos fervorosos com ataques pessoais viraram passado.







Após o primeiro turno, o discurso mudou. Ao invés de se defender e apresentar proposta, a militância vermelha resolveu atacar. O resultado está nas urnas. Com mais de 10% de diferença, os eleitores de Porto Alegre decidem o que é melhor: manter o que dá resultado. Cara de raiva, mentiras e abusos não colam mais, ao menos aqui na Capital do Rio Grande do Sul.
Com crescimento de mais de 5% do primeiro turno, o prefeito José Fogaça reafirmou a solidez não só de sua campanha, mas também de suas propostas. Com dificuldade de quebrar esta base firme, a oposição tentou atacar o quanto pôde, porém, o resultado está nas urnas oficiais e não mais em pesquisas de boca-de-urna.
De nada adianta o discurso de união e cara de poucos amigos, após a perda de uma eleição. O que deve ser percebido é que não cola mais o obscuro vermelho que agride os olhos da democracia e fere a liberdade de expressão.
Chegou a hora de mudar e nem sempre, para isso, é preciso alternar pessoas no poder. Ao menos em alguns casos.

Friday, October 24, 2008

A segundona é TOP

Por Bruna Silveira



Para muitos, a corrida chega ao final, para outros a vitória garante mais quatro.



No futebol, quem está na segundona, está em baixa. Na política, cair para o segundo significa chance de vitória. Mas a que preço? De mentiras? Da compra de votos? De profanar em debates, propagandas eleitorais na TV e no rádio “falsas verdades” e assédio moral?
O momento requer calma, avaliação e sangue frio para agüentar o que se vê por ai. Que não existem políticos totalmente isentos de qualquer suspeita, claro que não existe, mas tentar burlar a ética para somar votos nas urnas é muito, é demais, é ultrapassado. Poderia dizer que violenta a capacidade de liberdade de pensamento e expressão do ser humano. Vale tudo por um cargo? O amor por um cidade se resume a isso? A ataques desonestos, mídia em cima da imagem dos outros, opressão, cabresto? (será que voltaríamos aos votos de cabresto? Ou eles nunca desapareceram?)
Há quem se adapte a este jeito de governar vermelho, há quem não...
A verdade nunca é absoluta, mas a mentira descara me faz pensar: todo político pensa que o povo é otário? Deus, aonde essa zorra vai parar? Às vezes, isso me faz acreditar que o que é sério no Brasil é o carnaval!
Não vale tudo pelo poder. Sim por que não venham me dizer que a briga é pelo melhor para a população! Se assim fosse, os candidatos deveriam, no mínio, apresentar suas propostas e não atacar adversários.
É fácil falar de quem faz, difícil é apontar soluções e esperar que o povo decida sozinho, o que é melhor. Mais difícil ainda é estar lá e fazer.
Chega uma hora que mais de uma década basta e que 36 meses apresentam mais resultados do que se imagina...
Dia 26 é dia da liberdade, de escolher o melhor, sem se vender, sem se corromper e nem estagnar e muito menos, retroceder. Já basta o resultado nacional.

De Família




Por Bruna Silveira








Memórias de infância sempre fazem bem. Misturadas à gastronomia, nem se fala, é sem tradução o gosto mágico da auróra da vida.








Desde que me entendo por gente, minha mãe prepara pizza com massa de pastel. Sim, é verdade. Basta ter uma frigideira pequena, colocar a massa de pastel – média – o molho de tomate e o recheio... Isso fica por conta do “pizzaiolo”.
As minhas sempre são de queijo, muito queijo. Muzzarela, gorgonzola, parmesão... enfim.. Muito óleo de oliva e muito, bastante mesmo, orégano.
Agora, com a modernidade, algumas marcas inventaram a massa de pizza de frigideira. Dá na mesma, mas com certeza, as que fazemos aqui em casa tem um sabor de infância e praia. Para mim, com a massa de pastel é até melhor! Uma gostosura!
Toda vez que fazemos a pizza, lembro da nossa cozinha de casa de praia. Eu ali, sentadinha, esperando meu pratinho. Como era bom sentar e ver a mãe fazer esse simples lanche, que era uma “mega” refeição! Agora, os papéis inverteram, eu faço, meus pais esperam e sou sempre a última a comer.
Mas vale a pena o retorno! E como!

Friday, October 10, 2008

Noites com Caco...

Por Bruna Silveira








Misto de paixão por ler um ídolo e pavor ao se deparar com uma realidade. Atitudes que há bem pouco tempo estavam na nossa cara. Ou será que ainda estão?






O Caco é o Caco... Barcelos. Um dos melhores jornalistas que o Brasil já teve. Apaixonado confesso pela profissão de jornalista, “o mestre” estudou na mesma faculdade que hoje curso jornalismo. Um dia, talvez, eu seja como ele. Nos últimos 15 dias, passei todas as noites com ele. Bem, não exatamente COM ele, mas com o Rota 66, um grande livro reportagem. Sentimentos estranhos me assolavam a alma. Ao mesmo tempo que estava excitadíssima por sorver todo o conhecimento do cara, estava abobalhada em saber que eu não estava lendo mais um livro de ficção.
Se não fosse da autoria de quem é, ao ler a obra, com certeza eu pensaria que estava lendo um livro de terror sobre a polícia brasileira. Como assim perseguir e matar pessoas só por vontade de matar?
Aquela Veraneio cinza me dava nos nervos. Definitivamente estava impossível viver nas décadas de 60 e 70 e ainda até meados dos anos 90. Como se não bastasse a ditadura, a repressão, a miséria, os matadores não tinham o mínimo escrúpulo. Fico a pensar: será que estes animais ainda estão vivos? É melhor eu não citar o que me veio em mente agora...
As mascaras caíram na época de sua publicação, em 1992, e Caco foi viver um tempo fora do país. Claro, a polícia “inocente” o ameaçou, digamos assim. Homem íntegro, grande profissional, Caco não se intimidou e hoje, sua obra pode ser comparada com muitos livros reportagens como “A Sangue Frio” de Truman Capote.
Vale muito a pena à leitura, não por ser somente um retrato da barbárie brasileira da época, mas para aprender a ser um profissional honesto. Passei noites entre a angustia e o conhecimento.

Thursday, September 11, 2008

Quando chove: medo ou raiva?

Por Bruna Silveira
Em dias de chuva as pessoas ficam alucinadas na rua, ou será somente uma impressão errada dos meus olhos?
Basta uma gota, para os transeuntes saírem se batendo na rua, chocando sombrinhas, deixando cair coisas... Tem, ainda, aquelas que nem de casa querem sair, como se chuva fosse derreter alguém! Depende do ponto de vista, concordo.
Tá certo que raios e trovoadas dá um “medinho”, ainda mais quando a gente não espera. E isso me faz lembrar um “causo” que vivi lá no Alegrete/RS.
Era maio de 1995, em minha primeira ida a fronteira, a chuva foi nossa companheira de estrada, minha e de meu pai. De parceria de cinco horas de chão, ela conseguiu se tornar minha inimiga. O primeiro pé que botei para fora do carro, um gol branco, dos modelos antigos, ela, a chuva, não deu trégua. Mais dois passos, meu pai grita: “corre para não te molhar”. Como uma filha obediente, na época, sair correndo para não me molhar... consegui ficar pior, pois em grama molhada, ou melhor encharcada, só corre quem sabe!
Além de ensopada, agora estava deitada no pasto verde de Alegrete e, como ficou feliz meu pai. Não era nele que doía. E ainda dizia, muito feliz “beijou o chão da tua família!” Sim, meu pai é de Alegrete, assim como meus avós paternos e meus tios, enfim... Mais fácil dizer toda minha família por parte de pai, como se diz por lá.
Beijei o chão não, fui empurrada à lona! Mas, nada que ficar no quarto do Hotel Aires, o melhor da cidade, não me fizesse recobrar o ânimo e o apetite após passar a dor insuportável que sentia, resultado do tombo, claro!
Meia hora de cama e tv e eu estava pronta para outra, porque não, dar uma olhadinha pela janela, ver os campos da campanha? Péssima idéia! A chuva, que ainda não tinha dado trégua, estava mais e mais forte e pensei eu, como é diferente a chuva por aqui... Até, de tanto dar fé na chuva, vi cair um raio, no meio da rua, na frente da minha janela – na minha frente! Confesso, isso não é nada bom de ver, nada mesmo! Sendo assim, como boa neurótica, odeio quando relampeja, odeio mesmo! Mas não é por isso que fico em casa olhando através de vidros molhados, a vida se ganha fora do conforto.
Acabado este pequeno conto, que de fadas não tem nada, afinal, em minha ida ao Alegrete, esse foi só “o primeiro contratempo que tive”. Porém deixo claro: amo, sem explicar como, aquela cidade. Amo de verdade o Alegrete, talvez coisas do sangue, a certeza de saber que ali é o berço da minha família, a origem de tudo. Penso em até morar lá um dia... sério mesmo!
Retomando então, mais uma vez. Além de as pessoas parecerem receosas nas ruas, sim, pois ainda tem as bolsas d’água que se formam perto do meio fio e molha o pessoal da calçada, tem o caos no trânsito. E dou a dica, quem tem medo mesmo dos dias de chuva, não deve pegar o carro.
As vias públicas já estão um caos, mesmo sem chuva, depois das 18h, em menos de uma hora ninguém chega em lugar nenhum, nenhum mesmo! É preciso paciência, não só com os outros motoristas, mas com os buracos cheios de água e sim, o maior entrave de todos: as carroças!
É infernal! Infernal mesmo! Um pingo de chuva causa um transtorno gigantesco no transito, principalmente no final do dia, imagine, com uma carroça na mesma pista em que você está? Tira qualquer pessoa do sério, com certeza. Ontem (10/09), levei 35 minutos em um trecho da avenida Azenha (Porto Alegre), que levo, na verdade, cinco minutos, nem isso. Mas o que tinha na minha frente? Ela, a carroça! Atolada de sacolas, inclusive fora do suporte, algo que pensei estar proibido por lei.
Não é a carroça que me irrita e, não me fazendo de arrogante, sim os carroceiros. Além do excesso de “bagagem”, e de eles não pagarem um real para transitar – e nós os bobos da corte, ao renovarmos a certeira de motorista, precisamos fazer aulas de reciclagem e pagar, obvio, e mais, quem não precisa de aulinhas e provas, como foi meu caso, paga, no mínimo, R$ 78,00, vamos combinar, pura falta de vergonha na cara. Carroceiros também não fazem idéia das leis do transito, e o que é pior, nem da vida. Maltratam aquele que ajuda como pode, no carregamento de pessoas e seja mais o que for que se coloca em uma carroça. Eles maltratam os cavalos. Acho que o pior de tudo é ver os pobres bichinhos tomando chicoteada molhados, com ferraduras mal colocadas que machucam seus cascos. A fome também deve fazer parte da realidade deles.
Quando comecei este texto, era para falar do medo da chuva. De como as pessoas entram em pânico ao pensar que algo pode acontecer por causa das pistas molhadas ou de possíveis rajadas de vento. Mas, não teve como não falar dos cavalos na chuva, no transtorno que os seus donos fazem nas ruas e no maltrato com que cuidam destes seres que só estão ali para ajudar. Mesmo com todos os meus percalços por Alegrete, não vi nada, nada parecido, e sim, amor pelos animais, que estão ai para contribuir.

Tuesday, May 20, 2008

Cidade receptiva e vista especial


Por Bruna Silveira








Nova Petrópolis, cidade localizada a 100 quilômetros de Porto Alegre, na Serra Gaúcha, foi colonizada por alemães. Berço do cooperativismo, Nova Petrópolis se configura como uma cidade de gente simpática, belas paisagens, boa hospedagem e dias inesquecíveis.

A cidade, que possui vasta área florida, apresenta suas fortes raízes culturais, inclusive aos domingos, onde bandas de alemães tocam música típica nas esquinas.

Além de ser um Jardim da Serra Gaúcha, Nova Petrópolis possui pontos turísticos exuberantes e naturais como o Parque do Labirinto, o Parque dos Imigrantes e arquitetura típica germânica.

Seu potencial turístico é sentido em todos os entornos de Nova Petrópolis. E a malha é o que move a economia local.

Além dos pontos turísticos e da economia, a cidade conta com pousadas diversas e acolhedoras como a Pousada Veraneio dos Pássaros. O atendimento da pousada é feita pelos próprios donos, que ali moram. O café da manhã é caseiro, os quartos são temáticos e há ainda a Pati, cachorrinha de estimação da família que passeia pela vasta área verde da Pousada.






Vale a pena conferir, em dias de frio ou de calor, Nova Petrópolis oferece opções de lazer, gastronomia, hospedagem e atrações inimagináveis. Ali se vivem momentos mágicos e de puro relaxamento.

A inocência que se tornou símbolo do Holocausto

Por Bruna Silveira





Os 62 anos do Diário de Anne Frank foram resgatados em Porto Alegre através da Exposição Itinerante






Em seu 13º aniversário, ao ganhar o diário do pai Otto Frank, Anne Frank nunca imaginou que este se tornaria um dos símbolos do Nazismo. Na descrição despretensiosa do seu dia-a-dia e de questões corriqueiras da vida do Anexo Secreto, a menina apresenta de forma inocente a dor que sentia em seu mundo interno, no esconderijo, e a violência externa da guerra. “De 1942 a 1944, ela relatou diariamente, nas páginas do Diário, seus medos, seu micro drama frente ao drama maior do Holocausto”, afirma o professor doutor da Faculdade de Comunicação Social da PUCRS, Jacques Alkalai Wainberg.



O Diário de Anne Frank foi traduzido para mais de 70 países, transformado em peça de teatro, filme e uma exposição itinerante. A mostra Anne Frank – Uma História para Hoje já circulou por mais de 30 países e esteve em Porto Alegre, na Usina do Gasômetro, de 10 de abril a 10 de maio. O Museu itinerante foi trazido ao Estado pela B’nai B’irith do Rio Grande do Sul, com apoio da Federação Israelita, Instituto Cultural Judaico Marc Chagall e pela Plataforma Brasil-Holanda. Exposto com 39 painéis digitalizados e impressos a cores, há neles reproduções de fotografias dos álbuns da família Frank e de arquivos históricos, com textos e legendas explicativos em português.



Na exposição itinerante, junto aos painéis são apresentados 100 desenhos e 11 poemas de crianças de 10 a 15 anos do campo de concentração Terezin, na Tchecoslováquia, construído pelos Nazistas. As recordações foram disponibilizadas pela Embaixada de Israel no Brasil, e servem como um legado à memória da humanidade, através da denúncia do horror da vida dos campos de concentração. Os visitantes também puderam visualizar as reproduções do quarto de Anne Frank durante os dois anos que dividiu sua vida ao lado de mais sete pessoas, bem como os fornos onde os nazistas queimavam os corpos dos judeus mortos na câmara de gás.



Todos estes trabalhos, desenvolvidos a partir do depoimento de uma jovem de apenas 13 anos, é hoje a forma do povo judaico lutar e fazer valer os dados e a memória daquele período. Para Wainberg, o que se viu, no Holocausto, foi o genocídio de judeus. “São formas diferentes de se mostrar a história e a memória judaica às diferentes gerações”, afirma. O professor aponta a importância de se ver a fraqueza humana e a capacidade do homem de destruir o outro. “É uma forma de mostrar às novas gerações onde está o mal, pois ele sempre está à espreita. Pode vir tanto de ações políticas como religiosas e, desta forma, lutar contra este mal”, explica.



O Anexo Secreto


Segundo Maria Romagnoli, escritora e pensadora, que escreve matérias para o site Visão Judaica, quando Margoth, irmã de Anne, foi chamada pela Gestapo, o pai das garotas viu que teria que viver com a família de forma clandestina, para que a filha mais velha não tivesse de atender a convocação dos nazistas. Com a ajuda de sua secretária e seu marido, Miep e Jan Guies, Otto Frank mudou-se com esposa e as duas filhas para o depois chamado Anexo Secreto, composto por dois ambiente e um banheiro, localizado na parte superior do seu próprio escritório. Ali eles viveram confinados durante dois anos na companhia de uma outra família, o casal Van Pels e o filho Peter, mais o dentista Fritz Pfeffer.



Em Amsterdã, na Holanda, o Anexo Secreto tornou-se o Museu Anne Frank. Há, ainda, o Instituto Anne Frank – organização não governamental e sem fins lucrativos, que tem como principal objetivo a repressão do avanço anti-semitismo global, além do incentivo ao retorno dos judeus às suas origens em Eretz Yisrael (Terra de Israel).



Um ano antes do fim da guerra, o esconderijo foi descoberto e seus ocupantes levados para campos de concentração. As meninas foram encaminhadas para o de Bergen-Belsen. O diário de Anne teria ficado perdido no Anexo Secreto e foi achado por Miep, a secretária que providenciou o local. Mas as duas irmãs não resistiram ao confinamento dos nazistas. No ano de 1945, após a morte da Margoth, Anne perdeu suas forças e faleceu em seguida. As duas deram azar. Poucos dias após morrerem, a guerra estava finda e os prisioneiros libertados. O pai delas foi um dos poucos sobreviventes.



Em 1945, Miep devolveu a Otto o diário de sua filha. Com 99 anos e gozando de boa saúde, a protetora da menina escreveu outro livro: “O outro lado da história de Anne Frank”. Nele, ela conta como ajudou por dois anos as oito pessoas que viviam no esconderijo.



Otto Frank viveu até 1980 e fez a publicação do primeiro Diário em junho de 1947. Impulsionado pelos amigos, o pai de Anne conseguiu realizar o desejo de sua filha – ser uma escritora famosa. Dois meses antes da captura da família Frank e seus companheiros, a menina escutou um aviso pelo rádio que dizia que nenhum documento da guerra deveria ser destruído, para preservar assim sua memória. A própria Anne teve o cuidado de, neste período, revisar todo o material escrito, uma vez que sonhava escrever um romance, baseado em seu diário, após sair do Anexo Secreto. Miep, encontrou além do livro da menina, material escrito em folhas soltas, uma vez que após dois anos de clausuras, o diário original havia terminado.





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Veracidade do diário é contestada



Há mais de 20 anos existe uma polêmica sobre a veracidade do material. Robert Faurisson, especialista em análise de textos e documentos históricos, falecido em 1990, denunciou a impostura do Diário de Anne Frank. Através de exaustivas investigações e perícias, ele procurou demonstrar a fabricação do diário. Entendendo que esta falsificação histórica se transformou em “negócio escandaloso”. Para ele, “quanto mais se soluça, mais se ganha e quanto mais se ganha, mais se soluça” – sobre a ganância e o cinismo do Congresso Judaico. Já em 1959 o escritor Meyer Levin, que se apresentava como verdadeiro autor do Diário moveu uma ação contra Otto Frank por falta de pagamento. Na ocasião, especialista do American Council Letter atestaram que o Diário não era obra de uma adolescente.



O professor Jacques Alkalai Wainberg, observa que existem grupos que desejam apagar a memória da guerra e da barbárie, através de organizações contemporâneas. “Os documentos da Segunda Guerra são da humanidade e não só dos judeus. Fomos apenas vítimas”, contemporiza. Ficção ou não, esta foi uma forma de tocar as pessoas e os dados e memórias devem ser preservados, sejam reais ou não. O Diário de Anne Frank é conhecido no mundo todo, e deixa um legado para todos os povos, justamente por sua vítima ser uma criança inocente. Isso comove as pessoas, uma vez que se apresenta uma história dentro de mil histórias da época. Wainberg conclui que a mensagem é universal e todos podem aprender com isso. Afinal, como a própria Anne colocou na primeira página de seu Diário “espero confiar inteiramente em você, como jamais confiei em alguém até hoje, e espero que você venha a ser um grande apoio e um grande conforto para mim”. Sem saber, Anne já estava deixando seu legado mundial.

Saturday, April 05, 2008

Está diferente...

Por Bruna Silveira
Em minhas memórias de infância, nem eu, nem meus amigos brincávamos de armas, mesmo que fossem de brinquedo. Subíamos em árvores, brincávamos de esconder, de pegar, de amarelinha e ríamos, ríamos muito. Assistíamos a Xuxa que passava o desenho dos ursinhos carinhosos, a moranguinho e venerávamos o mestre dos magos. Andávamos de bicicleta e não havia grades em nosso prédio ou casas de veraneio. ”Que saudades da aurora de minha vida”. De sair com picolé na mão, sem preocupação, de ficar jogando vôlei até tarde da noite, sem ao menos pensarmos em mortes, assaltos... A única preocupação era o barulho. Não usávamos o computador, escrevíamos cartas. Não mandávamos dizer que estávamos com saudades, abraçávamos. Éramos crianças e pegávamos carona na cauda do cometa Halley, no balão mágico e dependia de nós, que acreditávamos e tínhamos esperança. Hoje, adultos, vemos a banda passar, mas não achamos mais graça, acreditamos que a culpa é dos outros, compramos trabalhos de conclusão e vemos adolescentes matar em série. E, o que é pior, assistimos quem está no poder não tomar atitude. Discutir a impunidade penal mas não ter onde confinar uma crianças patológica. Nunca mais o Estatuto da Criança e do Adolescente foi revisado! Há coisas acontecendo no mundo que até Deus duvida. O que víamos acontecer do outro lado do mundo, hoje acontece aqui, do nosso lado, no nosso Estado. Vemos o que seria o futuro de um país, ser um risco para a sociedade.

Monday, March 17, 2008

Devagar, quase parando...


Por Bruna Silveira
Para os motoristas que utilizam as vias públicas como pistas de corrida, a paralisação da Avenida Independência no início da tarde do dia 11 foi uma dor de cabeça. Sentados em seus carros, automáticos ou não, os guiadores de veículos fazem do transito diário da cidade de PORTO ALEGRE uma carnificina. Com a compra facilitada de veículos, a superlotação das ruas e avenidas torna-se absurda em horário de pico e pedestres são diariamente desrespeitados. O atropelamento do jovem Rodrigo Silva de Chagas, na sexta-feira dia 7 de março, culminou com a paralisação do transito de uma das avenidas mais movimentadas da capital. Colegas, professores e a direção da Escola Estadual de Ensino Fundamental Othelo Rosa, fizeram um pedido de alerta e paz. Mesmo com o encaminhamento devido a Empresa Pública de Transporte e Circulação-EPTC- que promete dar mais assistência a esta área escolar, pintar faixas de segurança no chão e instalar sinaleiras não é a garantia de segurança. Cada vez com mais pressa e menos consciência, os motores rodam em alta velocidade e com leviandade pela cidade, além de dividir espaço com as carroças. Dados da EPTC mostram que sexta-feira é o dia em que ocorrem mais acidentes de trânsito dentro de Porto Alegre, e mais uma vez uma pessoa é protagonista da falta de respeito do ser humano. Quantas pessoas ainda deverão morrer ou estar com sua saúde abalada para que a conscientização e o respeito imperem no trânsito?

Moeda Eleitoral

Por Bruna Silveira

Usar o povo como moeda eleitoral sempre foi uma praxe no Brasil, provavelmente desde a época da ditadura. O vil metal e a ganância pelo poder desenfreado, levou políticos, mesmo de esquerda, a usarem as classes desfavorecidas para beneficiar sua imagem. Na última terça feira, dia 11 de março, em uma visita a Tocantins, o presidente Lula deixou o protocolo de lado e apelou, mais uma vez ao povo. Afirmando que até sua chegada em Brasília os pobres eram lembrados somente em dia de eleição, cita o Bolsa Família como um grande benefício à sociedade. Durante a inauguração de uma barragem sobre o Rio Manuel Alvez, parte do Plano de Aceleração do Crescimento-PAC, o presidente criticou inclusive a falta de cobrança do CPMF, votada por seus adversários, alegando que isso o deixaria sem caixa para o preparo de seu sucessor para 2010, porém negou discriminação aos governos tucanos. Utilizar verbas e cobrar impostos dos trabalhadores, para Lula, tornou-se uma ação correta em beneficio dos menos favorecidos, através de seus planos sociais. Criticar a conduta dos adversários durante o pleito eleitoral faz parte do perfil do governante. Porém não faz parte dele abrir as gavetas e deixar que a CPI dos cartões coorporativos role solta em seu governo, onde mais uma vez se nega a transmitir informações dos escritórios em BRASILIA. Também, para ele é natural usar os pobres, e os benefícios que estes recebem em seu governo, durante uma campanha de oito anos no poder. A sua idéia era utilizar o CPMF para pagar a candidatura do sucessor? Onde será utilizado o dinheiro público, mais uma vez?

Friday, January 18, 2008

Alimento para alma


Por Bruna Silveira



Ao pegar as dicas de leitura de um jornal da capital gaúcha me pus a pensar... Por que as dicas de literatura não apresentam livros espíritas? Será uma crença de poucos? Será que isso entra em auto-ajuda – nunca vi – será que os veículos não querem posicionar-se sobre idéias de vida após a morte?

Dentro da vasta literatura, tanto brasileira quanto estrangeira, os livros espíritas existem, estão nas prateleiras das livrarias e tem seu público consumidor. Além de o livro ser um grande inimigo da solidão, da falta de idéias na cabeça, a obra espírita alimenta a alma e ajuda a entender a vida. Não, isso não é auto-ajuda.

Longe de mim forçar alguém a ler ou a crer em certas idéias. Mas acho que não custaria nada, absolutamente nada, colocá-los nas dicas de leitura. Recheados de um palavreado apaixonante e tranqüilo, estes alimentos da alma contam, também, com diversos gêneros literários como poesias, contos, obras de natureza filosófica e cientifica e romances. Não creio que o leitor destas obras não se identifique com alguma citação, com algum parágrafo e não se sinta confortável.

Os romances, gênero mais difundido desta literatura ímpar, apresentam pontos de vistas doutrinários, aos adeptos do espiritismo, e tem o dom de tocar corações em um país amargo e marcado por tristezas.

Com a função de libertar seres humanos da ignorância, as obras espíritas estão disponíveis em todos diversos pontos de venda. Mas não basta ler, é preciso crer e praticar. Isso dá coragem para enfrentar este mundo violento, entendo que para tudo e sempre, há um motivo.

Um dia se some....

Por Bruna Silveira
Dedicamos muito mais do que 40 horas semanais a um empreendimento. Não nosso, dos outros. Criamos relações, vínculos que acreditamos ser fortes, trabalhamos com afinco e dedicação.
Um belo dia, a mesa esta vazia, o computador conta com outra pessoal teclando nele e, quem se diz teu amigo, te dispensa.
No mundo coorporativo nunca se sabe o dia de amanhã. Não se criam relações de amizade, se tem colegas.
E tudo, tudo que foi feito desce pelo ralo do esgoto mais próximo. A visão não é mais a mesma e você não está lá...
Tudo que foi construído, talvez seja destruído....
Há uma nova estrada à trilhar.

Tuesday, December 18, 2007

O movimento da morte

Por Bruna Silveira






Não, não é um texto pitoresco, são apenas idéias....

A morte tem o dom de assolar como um raio, o mais duro dos seres humanos. Não significa que isso seja um tributo, mas há um mês atrás talvez eu estivesse mais fria com relação a isso, ou aquilo...

Não ver mais a imagem de uma pessoa, mesmo que não sejamos afeiçoados a ela, mas tenhamos um convívio diário em casa, assusta. Paramos para pensar: uma hora você está, na outra... nem o perambular sonâmbulo, nem o roncar chato, nem o galo da meia noite, nem o arrastar de chinelos.

Talvez, uma das coisas mais chocantes, após o enterro de uma pessoa próxima, seja a chegada em casa, para quem fica. A sensação da porta que não abre, o grito que não se escuta.

Estranho também é, velar um corpo por oito horas. Após certo tempo a gente fala da vida alheia “com os visitantes”. Porém choca o vai e vem de pessoas sem respeito, que adentram a capela errada, sem educação, sem se dar conta que ali, jaz alguém.

Agora, como disse, já que depois de um certo período naquele local temos que achar o que fazer... ai quando se olha para rua, o movimento é intenso. Alguém renasceu para outra vida, é percebe-se que saiu dessa muito jovem, muitas pessoas circulam pela capela pequena, tomam conta de todos os espaços da rua... nascimento não mais neste plano, mas as despedidas são calorosas, o vai e vem só para quando de fato, todos presenciam o sepultamento. Gente jovem se sente mais, por ser inesperado. Mas quem disse que existe coerência?

A mesma sensação de vazio se projeta em um lar, em um quarto, em qualquer lugar. Depois de um tempo, só resta arregaçar as mangas e fazer uma doação a pessoas carentes. Quem foi dessa, foi para melhor!

Monday, June 25, 2007

A gente se acostuma?

Por Bruna Silveira
A gente se acostuma a aceitar o que não quer para não ficar sem nada
A gente se acostuma a ver a roubalheira dos políticos e não fazer nada
A gente se acostuma a confirmar nas urnas o pior para o bem estar de um país
A gente se acostuma a ouvir frases insuportáveis
A gente se acostuma com as pessoas que negam a verdade
A gente se acostuma com a falta de liberdade
A gente se acostuma com qualquer coisa
Mas se acostumar a ser mero expectador....
Isso não dá mais, quando vamos sair desta inércia??

Sunday, March 11, 2007

AMOR SEM MEDIDAS


Por Bruna Silveira


Quem nunca se sentiu sozinho e teve aquele ser especial ao seu lado, com aqueles olhinhos curiosos e ao mesmo tempo aflitos, com dúvidas de como ajudar você? Uma lambida, só isso basta para um momento especial ao lado do verdadeiro amigo de um homem, o cão.
Sim, são fiéis, carinhosos, meigos, brincalhões e completam a vida de qualquer ser humano. Grandes, médios ou pequenos, eles fazem a diferença quando se chega em casa, exaustos de um dia de trabalho e vem correndo até a porta com aquele rabinho, ou rabão, abanando para todo lado. Exatamente, ele fica muito feliz em ver você, mesmo que cansado, com olheiras e pouco ânimo para lhe dar atenção. Ele fica ao seu lado, nas horas boas e ruins, ele sabe dar o tom ao seu dia, ou noite, sabe esquentar a cama e encher de alegria um coração.

Nestas férias, resolvi pegar um, dos muitos, livros para ler em minha prateleira. Não um folheto comum, mas que falava sobre um cão e seu dono. Não daria nada por ele, o livro, mas, sendo uma apaixonada por animais, em especial os cães, não poderia deixar de conferir as travessuras de Marley. Fiquei encantada da primeira a última página.

As histórias narradas por John Grogan
, em Marley & Eu, editora Ediouro, revelam não a vida ao lado do pior cão do mundo, mas sim, a vida ao lado de um animal alegre, amigo, descoordenado (como todo cão) e sempre preocupado em dar o seu melhor a quem lhe dá amor.

Quem tem um “amicão”, com certeza se identificou com muitas das histórias, e com certeza, derramou lágrimas no final das 272 páginas de uma história de amor. Vale a pena conferir!

SAÚDE

Por Bruna Silveira
Bela cidade atingida por peste

Uma cidade encantadora, que atrai milhões de turistas o ano inteiro, foi abatida por uma terrível peste no ano de 19, deixandohabitantes e turistas abismados com o alastrar do mau que matou milhares de pessoas.

Veneza, na Itália, é uma cidade abarrotada de atrações eruditas, tanto por sua história quanto por seus encantos atuais. Uma cidade um pouco conto de fadas, um pouco armadilha para forasteiros, onde a arte pululava luxúria, inspirava músicos e artistas de qualquer área. Cidade de belas praias, praças, restaurantes magníficos, lotada de turistas, em busca do belo, do conforto da alegria, da riqueza, um dia foi abatida, cruelmente, por uma moléstia não se sabe bem de onde, que propagou – se por toda a cidade, matou inúmeras pessoas, dentre turistas e italianos.

Ao primeiro alerta, foi necessário, para não gerar pânico entre habitantes e turistas, omitir informações, dar um estado de vigia apenas pelo calor sufocante, sentido em qualquer lugar da bela Veneza. Fosse nas belas praças, igrejas, restaurantes, hotéis, inclusive na própria beira-mar, podia-se sentir sufocamento, cheiro fétido, nauseante.

Aos poucos, mortes começaram a ocorrer, primeiramente explicadas pelo calor unido a refeições pesadas, bebedeiras de habitantes, turistas. A polícia escondeu o máximo que pode a realidade, mas um belo dia, o caos estava formado. Em uma bela manhã de verão, a verdade veio a tona: a bela Veneza estava sendo vítima de uma doença vinda dos pântanos quentes do delta de Ganges, trazida por navios, estava espalhada pela China, Afeganistão, e Pérsia, Astracã e Moscou. A cólera hindu originava-se dos pântanos quentes do delta dos Ganges, aparecendo com alento mefítico daquele exuberante mundo antediluviano e ilhas selvagens evitadas pelo homem, alastrando-se pelo mundo.

Em Veneza, foi encontrado em maio as terríveis bactérias nos cadáveres abatidos e negros de um tripulante de navio de uma quitandeira. Os primeiros boatos surgiram com um senhor turista, que havia buscado em Veneza alguns dias de folga e logo veio a falecer. Logo o caos havia tomado conta da cidade. De cem atingido, oitenta morriam. O chefe de Departamento de Saúde renunciara seu posto revoltado e fora substituído por uma pessoa submissa.

A bela cidade turística, com toda sua arte e beleza, praias insinuantes, teve que pedir à seus turistas que fossem embora, que deixassem o lugar gracioso, seu descanso de lado, em busca da conservação de sua saúde. Porém, um turista chamou atenção da mídia local, que a principio tentara abafar o caso da cólera. O artista Von Aschenbach.

A principio, houveram dúvidas fortes de tanta insistência de sua permanência na cidade doente e virada no caos Aschenbach, pouco conhecido por sua obra, mas conhecido por casos secretos de pedofilia, foi logo descobero. Há algumas semanas havia se enamorado de um menino polonês, que passava as férias com sua família na bela Veneza e andava sempre acompanhado da governanta e suas irmãs.

O artistas homossexual, buscou como muitos habitantes e turistas, a religião para ajuda num momento de desespero, onde a cidade foi tomada pela peste. Descoberto mais tarde que sua busca desenfreada pela religião, cultos duvidosos e solidão, dava-se por seguir o menino sem o menor constrangimento.

Em uma certa manhã, fora de seu costume, Aschenbach deixou seu hotel sem sentir-se bem. Lutava contra vertigens acompanhadas de medo repentino e sensação de inutilidade. Encontrou o jovem Tadzio, abatido, na praia, com cobertor sobre as pernas, em companhia de alguns companheiros. Após brincadeiras de luta, as quais o menino não suportou por muito tempo, virou seu corpo graciosamente em direção ao artista, seu admirador. O observador estava em um local que já conhecia, pois era de sua rotina estar a admirar o menino. Vendo o movimento de seu amor platônico, levantou-se, como de costume, para segui-lo, sem sucesso. Minutos se passara até seu corpo ser encontrado caído ao lado da cadeira, quase sem consciência. Naquele mesmo dia, em se quarto de hotel deu seu ultimo suspiro, pensando sempre em seu amado.

Veneza neste dia, em meio ao caos, foi testemunha de uma morte por amor, um tipo de amor um tanto quanto sufocado naquela época, como a notícias da cólera, mas belo em sua mensagem.