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Professora, Jornalista, Relações Públicas e Mestre em Comunicação Social. Apaixonada pela comunicação e pelo imaginário humano e cultural.

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Friday, June 11, 2010

O medo de comprometer-se

Textinho "básico" do Osho e que fecha um pouco com o meu texto "despeitado" do Dia dos Namorados.
Vale a leitura! Ao menos pra mim, vale e muito!
“Eu não estou aqui para fazer de você um cordeiro. Você já tem sido cordeiro em demasia. Eu estou aqui para fazer de você um homem. Isto não vai ser fácil, mas você tem que começar a se tornar responsável pela sua própria vida. E uma vez que se torne responsável pela sua própria vida, você começará a crescer, porque não haverá mais sentido em desperdiçar tempo adiando ou esperando. Ninguém irá ajudá-lo. Toda espera é inútil, é puro desperdício.

Por isto, se existe algum conflito, vá fundo nele. Decida alguma coisa. Somente através de decisões você fica cada vez mais cônscio, somente através de decisões você fica cada vez mais cristalizado, fica mais afiado. Do contrário a pessoa torna-se apática.

As pessoas vão de um guru para outro, de um mestre para outro, de um templo para outro; não porque sejam grandes buscadoras, mas porque são incapazes de decidir. Assim elas ficam pulando de um para outro. Essa é a maneira delas evitar comprometer-se.

O mesmo acontece com outros relacionamentos humanos: um homem fica pulando de uma mulher para outra, vai mudando. As pessoas acham que ele é um grande amante; ele não é um amante de jeito algum. Ele está evitando, está tentando evitar algum envolvimento mais profundo porque com envolvimento mais profundo os problemas precisam ser enfrentados, e ele irá passar por muito sofrimento. Assim a pessoa simplesmente joga seguro; a pessoa toma a decisão de nunca se envolver profundamente com alguém. Se você for muito fundo, pode não ser capaz de voltar facilmente. E se você for muito fundo com alguém, outra pessoa irá fundo com você também; é sempre proporcional. Se eu for muito fundo com você, a única maneira é permitir que você também vá fundo em mim. É um dar e receber, é um compartilhar. Então a pessoa pode ficar enrolada demais e será difícil escapar. O sofrimento pode ser grande.

Assim as pessoas aprendem como jogar seguro: basta se encontrar superficialmente; um caso de amor do tipo bata e corra. Antes de ser agarrado, corra.

Isso é o que está acontecendo no mundo moderno. As pessoas se tornaram tão imaturas, tão infantis; elas estão perdendo toda a maturidade. A maturidade chega somente quando você está pronto para enfrentar a dor de seu ser; maturidade chega somente quando você está pronto para aceitar o desafio. E não há um desafio maior que o amor.

Viver feliz com outra pessoa é o maior desafio do mundo. É muito fácil viver pacificamente sozinho, é muito difícil viver pacificamente com outra pessoa, porque os dois mundos colidem, dois mundos se encontram... Mundos totalmente diferentes. Como é que eles são atraídos um pelo outro? Porque eles são totalmente diferentes, quase opostos, pólos opostos.

É muito difícil ser pacífico num relacionamento, mas esse é o desafio. Se você fugir disso, fugirá da maturidade. Se você vai fundo nisso com toda a dor, e assim mesmo continua, então pouco a pouco a dor se torna uma bênção, a maldição se torna uma bênção. Pouco a pouco, através do conflito, surge a fricção, a cristalização. Através da luta você fica mais alerta, mais cônscio.

O outro se torna como um espelho. Você pode ver sua feiúra nele. O outro provoca sua inconsciência, trazendo-a para a superfície. Você terá que conhecer todas as partes ocultas de seu ser e o caminho mais fácil é ser espelhado, refletido, num relacionamento. Mais fácil, digo assim, porque não há outra maneira, mas isso é difícil, árduo, porque você terá que mudar através disso. Osho

Quando você vai para um mestre, um desafio ainda maior se apresenta diante de si, pois terá que decidir e a decisão será por algo desconhecido. A decisão precisa ser total e absoluta, irreversível. Não é uma brincadeira de criança; é um ponto sem retorno.

Surgem muitos conflitos. Mas não continue mudando sempre, porque essa é a maneira de evitar a si próprio. E você irá permanecer mole, irá permanecer infantil. A maturidade não acontecerá a você. (...)

Somente o desconhecido deve atraí-lo porque você ainda não o viveu; ainda não andou por esse território. Mova-se! Algo de novo pode acontecer por lá. Sempre decida pelo desconhecido, seja qual for o risco, e você irá crescer continuamente. Mas, se continuar decidindo pelo conhecido, ficará se movendo repetidamente num círculo com o passado. Você prosseguirá repetindo-o; você se tornará como um gravador.

Assim, decida. E quanto mais cedo você o fizer, melhor. Adiamento é simplesmente estupidez. Amanhã você terá que decidir também, então porque não hoje? E você acha que amanhã será mais sábio do que hoje? Acha que amanhã estará mais vivo que hoje? Você acha que amanhã estará mais jovem que hoje, mais renovado que hoje?

Amanhã você estará mais velho, sua coragem será menor; amanhã você será mais experiente, sua esperteza será maior; amanhã a morte estará mais perto; você começará a dar sinais e a ficar mais assustado. Nunca adie para amanhã. E quem sabe? Amanhã pode chegar ou pode não chegar. Se você tem que decidir, é preciso decidir agora mesmo.”

Área de conforto

Achei importantíssimo este texto, por isso, coloco aqui.

Serve para mim também e para uma pá de gente.

O texto é de autoria de Iswara-Enéas Guerriero.

Quem quiser sair um pouco da zona de conforto, taí um comecinho!





Talvez um de nossos maiores vicios seja a letargia, ou a idéia de permanecer acomodado naquela área que nos sentimos confortavel e seguro. Não querendo ou simplesmente temendo sair dos limites dessa área, deixamo-nos levar por uma vida mediocre e de habitos repetitivos.


O segredo do sucesso só é alcançado se dermos um passo adiante e visualisarmos um objetivo maior. Devemos nos ver atuando nessa nova vida e depois agir de acordo com a visão. É lógico que essa área de comodismo e conforto é diferente para cada um de nós.


Acostumamo-nos a uma vida fácil e rotineira, onde temos um falso sentimento de segurança. Ao detectar uma necessidade de mudança, é normal entrar em´pânico devido ao medo de se entregar a algo novo. Mas nenhum caminho é percorrido se não dermos o primeiro passo, mesmo que ele possa ser imperfeito. Portanto, confiança na mudança e certeza de ser bem-sucedido é o segredo para se sair da área de conforto nocivo.




Não se trata de despeito

Por Bruna Silveira

Começo assim meu texto para deixar claro a todos que forem ler que não sou uma mulher despeitada e nem amarga. Apenas de fato acho que o dia dos namorados tornou-se algo obsoleto nos dias em que vivemos, mas isso não se trata de despeito.

A data, que em 1993 ganhou espaço na crônica de Paulo Santa na Zero Hora com o título: Dia dos Loucos, perdeu bastante com o passar dos anos sua essência. Mas será que não foram as pessoas e os relacionamentos que estão ruindo? Será que ainda existe amor verdadeiro? Não que eu seja uma romântica inveterada, e ainda acredite no príncipe encantado. Há muito sei que ele não existe. Apenas gosto de por romantismo na vida e ele não precisa vir sempre em um relacionamento. Quem tem prazer de viver, tem prazer de se relacionar. Ao menos em minha humilde opinião. E relacionamentos não são feitos de um amor e uma cabana.

Do ano da crônica citada, quando então eu comemorava meu primeiro dia dos namorados, e meu avô me fez ler o texto de Santana, ao ano de 2010 muita, coisa transformou-se. Talvez os casais que leram aquelas linhas não estejam mais juntos, como é meu caso. Talvez hoje estejam sozinhos e se perguntando, como eu: afinal, onde o amor foi parar? Não aquele amor, o amor por seres humanos.

Sinto as pessoas com urgência de se relacionar, mas nem um pouco dispostas a se abrirem de verdade para tal envolvimento. Conheço casais que passam parte do ano em pé de guerra, mas neste dia lotam as lojas, restaurantes e muitas vezes (a grande maioria) todos os motéis da cidade. E o que resta no outro dia? Um presente, uma conta de restaurante, um fragmento de lembrança e agora a desavença do dia-a-dia.

Estamos dando amor aos nossos companheiros todos os dias? Aliás, estamos sendo companheiros? Um relacionamento não é feito somente de noites “calientes”, de envolvimentos vãos e palavras soltas no ar. Como disse antes, na minha humilde opinião, relacionamento é todo instante, é amar, é saber a medida do momento e da privacidade do outro. É estar em meio a um turbilhão de problemas no trabalho ou em qualquer outro aspecto da vida e não ser grosseiro nem negar a troca de amor e afeto. É sorrir com um simples telefonema e estar aberto para dizer palavras de amor e ouvi-las sem deixar-se envolver por momentos nebulosos.

Hoje muito fácil se fazem as relações. As pessoas já se casam pensando que o divorcio resolve o que eles não conseguirem resolver e, se é apenas um namoro, basta terminar. A fidelidade está em baixa e a vontade de dividir os problemas com o outro e sentir-se aconchegado não é mais tão importante.
Claro que ainda acredito que existem pessoas que vivem um amor de dar inveja, que não se apegam a pequenos detalhes do cotidiano, colocando tudo a perder. Conheço apenas um casal assim, mas ele existe!

Obvio que imagino que as pessoas se aproximam uma das outras para trocas positivas e crescimento mutuo. Só acho que falta muito disso ainda em muito vivente por ai. Ultimamente olhar apenas para o seu umbigo tem sido a meta. E a distância passa a tomar conta de pessoas que poderiam ser felizes se racionalizassem menos.

De nada adianta dar uma almofadinha escrita eu te amo e uma cueca escrita Love. Adianta sentir, deixar fluir e lembrar que aquela pessoa pode ser a chance de sermos felizes, de sentirmos sensações inusitadas e fazer com que cresçamos como seres humanos. Ai esta o pulo: tornarmos-nos mais humanos ao lado de outro ser humano, sem grilos, sem estresse, com fidelidade, amor e boa vontade (sim, esta ultima também faz parte dos relacionamentos do hoje).

Tuesday, June 01, 2010

Autografos do além

Por Bruna Silveira



Há quem pense que após a morte não existe nada. Há os que acreditam no céu e no inferno e ainda, aqueles que acreditam que podemos nos comunicar com os seres que mudam de plano após seu desencarne (morte).

Mitos a parte, ontem a noite fui brindada com abraços do além e autografos vindos de outros planos de vida. Lógico, assim como os espíritos ditam as obras, eles também podem autografá-la.

Soaram 19h no relógio terreno quando o coral composto por médiuns do Grupo Libertação – Nossa Casa – centro espírita que frequento – deu tom a uma Ave Maria de emocionar. A fila para autógrafos era imensa e a livraria Saraiva do Praia de Belas shopping se tornou minúscula para tantos interessados nas noticias do além. Motivo: lançamento do livro A Verdade de um Desencarne, pelo espírito de Nydia Corrêa da Silva, ex-diretora espiritual da casa, desencarnada em 1º de setembro de 2009.

Como bons seguidores, todos os amantes das palavras de Nydia, saudosos de sua presença, estavam lá, em grande expectativa para ler as linhas ditadas por ela à médium Terezinha Doval.

Espetáculos a parte, a fila de autógrafos não andava. Descobri o motivo de tanta demora quando chegou minha vez de alcançar o livro para o registro, após quase duas horas de espera. Assumo que fiquei abismada! A própria Nydia estava ali, em espírito na Terezinha. Confesso que a emoção tomou conta do meu ser, uma paz imensa invadiu meu peito e a mensagem dirigida a mim, me fez brotar lágrimas nos olhos. O que nos últimos tempos mais precisava recebi: o abraço daquela que servia a todos amando.

Com as emoções a parte, cheguei em casa tão ansiosa por ler aquelas palavras, que nem jantei. No A Verdade de um Desencarne, Nydia se desnuda do véu criado por todos e se mostra como é. Sem falar que ainda desmistifica muitos contos de fada que aparecem ai narrando as vidas em outros planos, um livro sem enfeites, somente vida real. Paro para pensar: depois de construir uma casa espírita, dar espaço para todos os tipos de seres, atender mais de 1.000 pessoas por mês, ela ainda sente mal estar por não ter cumprido sua tarefa. O que restará para mim?
Mas, vivendo e aprendendo, o aviso de Nydia é claro em todos os capítulos da obra: olhar para dentro, fazer a reforma íntima é uma parte importante da caminhada que não podemos deixar para trás. Muito menos subir no pedestal da arrogância e no tablado formado pelo antigo júri da inquisição. Nosso passado está no lugar dele, basta a nós construir um novo hoje e servir amando, sempre!

Love Happens

Por Bruna Silveira




Perdas, quem não as teve na vida? Seja de um emprego, de algum objeto querido, de um animal de estimação, de um amigo, de um amor, de um parente que se foi.


Ao assistir ao filme O Amor Acontece, dirigido por Brandon Camp, me parei a pensar nas perdas que temos na vida. A história do filme gira em torno de Burke Ryan, um viúvo que se tornou escritor para tentar superar a perda da esposa, morta em um acidente de carro. Meu pensamento disparou após o filme e, me peguei pensando no que seria pior: perder alguém porque esta pessoa mudou de plano de vida ou porque esta pessoa não está mais ao seu lado?. Seja por iniciativa nossa ou do outro, a perda existiu, há um lugar vago. E, mesmo que a opção seja nossa, precisamos administrar o tempo que sobrará, já que não temos o preenchimento de sempre.


Uns optam por sofrer, outros por tomar verdadeiramente a vida nas mãos e dar um novo rumo. A perda, por mais dolorida que seja, nos faz alterar roteiros, descobrir novos gostos, novas formas de lazer e mais uma infinidade de opções. Nos trás de volta coisas que deixamos para trás, pessoas que deixamos para trás, mas, impreterivelmente o NOVO. Como canta Elis Regina, na canção Como Nossos Pais “o novo sempre vem”. E este novo não precisa entrar em nossa vida com as mesmas regras, não precisa respeitar limites, precisa ser vivido, experimentado em sua potência máxima.


Uma perda faz com que busquemos no nosso íntimo o nosso eu perdido, faz com que utilizemos a estrada da vida para sermos melhores, para olharmos para dentro, olharmos para um "outro" e vermos que o passado não volta, esteja ele "morto" ou "vivo".


É nossa chance de não cometermos os mesmos erros, é nossa oportunidade de, com tudo que aprendemos ao buscar formas alternativas de "sobrevivência", colocarmos um plus na caminhada. Não importa, a vida é mutante nos ponteiros. Sana o vago, preenche lacunas oportuniza encontros. Encontros com o nosso interior e suas sujeirinhas, com atitudes novas, com pessoas novas e com a vantagem de viver de uma forma que, quando passamos pelo luto do que ficou para trpas, pensávamos nunca mais viver.


As dores e dissabores dos momentos tensos nos oferta a reconstrução com as pedras jogadas em nós. Nos auxilia a estruturar uma vida mais em paz, mais harmônica, mudando a idéia de felicidade, afinal, amadurecemos. Mas, para que saiamos do verde, precisamos nos confrontar com coragem, enfrentar a verdade da perda, assim como fez o personagem principal da película. Ai mora o perigo entretanto, por mais nua e crua que seja a realidade, nos damos por conta que somos fortes o suficiente para sermos melhores, nos tornarmos campeões em cada soar do relógio, em cada amanhecer, entardecer e madrugada. Aliás, as madrugadas passam de insones momentos para felizes aconchegos, risadas e paz.


Olhe com coragem para sua alma e ela mostrará o caminho para que o voo rumo a felicidade seja alto, altíssimo.








O texto postado a seguir, eu recebi em PPT por e-mail de um amigo muito, muito querido. Mais que amigo, meu orientador espiritual, o Remo. Para o momento atual, achei importante postar. Às vezes, quando as palavras nos faltam e algo se encaixa perfeitamente com o que imaginamos, é melhor reproduzir. O texto é da Lya Luft.
Para as mulheres, desejo que se deliciem, aos homens, desejo que acordem um pouco e olhem bem para a mulher ao seu lado ou a que está tentando ficar ao seu lado.
CANÇÃO DAS MULHERES


"Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais.

Que o outro note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta.

Que o outro aceite que me preocupo com ele e não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor.

Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso.

Que se eu faço uma bobagem o outro goste um pouco mais de mim, porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes.

Que se estou apenas cansada o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais.

Que o outro sinta quanto me dói a idéia da perda, e ouse ficar comigo um pouco — em lugar de voltar logo à sua vida, não porque lá está a sua verdade mas talvez seu medo ou sua culpa.

Que se começo a chorar sem motivo depois de um dia daqueles, o outro não desconfie logo que é culpa dele, ou que não o amo mais.

Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde nem dizendo “Olha que estou tendo muita paciência com você!”

Que se me entusiasmo por alguma coisa o outro não a diminua, nem me chame de ingênua, nem queira fechar essa porta necessária que se abre para mim, por mais tola que lhe pareça.

Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas, o outro não me exponha nem me ridicularize.

Que quando levanto de madrugada e ando pela casa, o outro não venha logo atrás de mim reclamando: “Mas que chateação essa sua mania, volta pra cama!”

Que se eu peço um segundo drinque no restaurante o outro não comente logo: “Pôxa, mais um?”

Que se eu eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire.

Que o outro — filho, amigo, amante, marido — não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso.

Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa — uma mulher."

Thursday, May 27, 2010

A vez dos clássicos

Por Bruna Silveira



Esta semana a Editora Abril Lançou os Clássicos Editora Abril Coleções. Semanalmente, nas bancas de revistas, estarão disponíveis livros que marcaram época, assinados por grandes escritores. É bem barato – cada um custa R$ 14,90 – e as capas duras contam com revestimento em tecido.



As obras trazem grandes nomes como Jane Austen, Euclides da Cunha, Honoré Balazac, Oscar Wilde, dentre muitos outros. Ao todo 30 obras fundamentais da mais alta literatura. Os primeiros volumes – parte 1 e 2 – são de autoria de Fiódor Dostoievski com Crime e Castigo. Esse já está me fazendo companhia todas as noites. Na próxima semana dá para adquirir Madame Bovary de Gustave Flaubert.



Vale a pena, é cultura ao acesso de todos!









Wednesday, May 26, 2010

Saudosismo a mil

Com amor, por Bruna Silveira



Hoje estava me dirigindo ao trabalho e dois velhinhos magros me chamaram a atenção. Tanto que, mesmo atrasada, não tive a menor pressa em esperá-los chegar até a porta de vidro e ser gentil com eles. É, esta imagem me fez sentir saudades do meu avozinho querido. E que saudade! Chego a estar melancólica de tanta dor que invadiu meu peito.

Saudades de seus longos dedos a fazer um cafuné na minha cabeça, das mãos enormes passando nas minhas costas e me explicando que a maior das dores é capaz de ser superada. Saudades da cara de guloso para o que eu estava comendo e de suas chamadas insistentes do quarto para saber, afinal, o que se passava no resto da casa. Em julho fará 14 anos que meu avô Paulo partiu da terra. Minha perda mais próxima, minha perda mais sentida até hoje e um sentimento de vazio que perdura. Mesmo eu sendo praticante da doutrina espírita, sabendo que ele está bem, tendo já feito contato com meu bom velhinho, compreendendo que de alguma forma ele ainda me faz carinho, sinto saudade de sua matéria ao meu lado.


Senti muito não poder comemorar com ele quando passei no vestibular, quando arranjei meu primeiro emprego, quando me senti perdida, quando retomei a vida acadêmica, quando me formei de novo. Quem eu procuro para contar minhas coisas boas e ruins. Mas tenho certeza que de alguma forma ele me escuta e sabe de tudo. Senti vazio ao comemorar a chegada de minha época balzaquiana, de mostrar como funciona uma câmera digital, um notebook, um iphone, coisas que certamente ele iria amar.

Ele deixou tatuado em mim um legado de amor. Foi o homem que me deu o carinho paternal que sentia falta quando meu pai não estava, foi o primeiro nome que eu disse na vida – preciso explicar que não falei certinho, de Paulo ele passou a se chamar Palo e até seu último dia foi assim. Era ele quem jogava bola comigo e brincava de esconder chocolates pela casa, mesmo não sendo Páscoa. Era com quem eu conseguia ver os horripilantes filmes do Fred Kruger, era com quem eu comemorava as vitórias do Internacional, com quem eu assistia corridas de carro e quem eu mais senti saudades durante minha viagem de 15 anos. Sim, quando ele pegou o telefone eu me pus a chorar como se tivesse dois anos de idade.


Mas ele foi mais que tudo isso para mim, ele foi meu herói e meu bandido, meu doce amor. Suave como brisa, ainda hoje sinto seu perfume quando fora da matéria chega perto de mim. Em nossos sonhos, estamos sempre felizes e fazendo coisas boas. Estou sempre aprendendo com ele. Aprendendo a amar mais, a ser mais humilde e compreensiva, a ser mais humana, aprendendo a perdoar e a pedir perdão e a encarar meus problemas. Mas ainda afirmo, ele deixou mais, ele foi mais do que estas simples linhas podem explicar. Nosso amor não se explica se sente e muito.


Faltava um dia criar coragem e escrever algo sobre uma pessoa que é tão importante na minha vida, que me faz sentir amor incondicional e quem eu quero ver assim que colocar meus pés do outro lado da vida. Até lá, vou dando um jeito na saudade e tendo certeza que sempre que ele pode, está ao meu lado de sorriso largo, como aqueles que diariamente ele costumava fazer para mim. O texto para ele está aqui, nem um pouco a altura deste ser fenomenal que ele foi na terra e continua sendo no astral. Mas aqui está o que a emoção me deixou escrever, a forma que encontrei para homenagear meu grande Palo, aquele que eu desejo encontrar em todas as minhas vidas.




Tuesday, May 25, 2010

Para aquecer

Por Bruna Silveira



No Rio Grande do Sul, o inverno é um dos mais rigorosos do Brasil. Ou será que o mais? Enfim, para quem, assim como eu, gosta de baixas temperaturas, deve adorar, também, as delícias que vem unidas ao inverno.


Nós mulheres, ficamos mais bem vestidas - já que o inverno é a estação chique do ano - a maquilagem não derrete, o perfume fixa por mais tempo, as bebidas quentes podem ter várias combinações e o cardápio satisfaz mais a gula. Fora que uma boa companhia é sempre bom. Mas, como este último item não é essencial para a felicidade feminina e, sem ele podemos continuar chiques, cheirosas, felizes e degustando ótimas bebidas e comidinhas lendo um ótimo livro ou assistindo a um filme, seguem algumas dicas que recebi. Espero que gostem:




Chá de Eva


- Um litro de chá preto
- Cinco colheres de açúcar
- Seis colheres de sopa de conhaque
A receita serve cinco doses





Chá Escocês


- Meio litro de chá preto bem quente
- Quatro colheres de sopa de açúcar
- Quatro doses de whisky
- Meio pote de creme de leite fresco

- Noz moscada


Essa bebida serve quatro doses, e o açúcar deve ir primeiro, no fundo da xícara, seguido do whisky, do chá quente, e finalmente do creme batido, salpicado com a noz moscada.




Café com licor


- Café forte, médio ou fraco (fica ao seu gosto)

- Licores como Cointreau, o Curaçao e o Creme de Cacau

Café com chocolate e conhaque


- Duas e ½ xícaras de chocolate quente feito com leite

- Uma xícara de café quente e forte

- ¼ de xícara de conhaque

- Uma colher de sopa de açúcar

- ½ xícara de creme chantilly batido
Misture os ingredientes e sirva em canecas. Dá para quatro porções. Cubra com chantilly.



Homenagem merecida


Por Bruna Silveira



Carlos Nobre, jornalista e humorista, ganhou um espaço mais que merecido. Ao completar 25 anos que Nobre foi desta para melhor, o acervo do homem que fez as pessoas lerem o jornal de trás para a frente, com muito humor, está disponível para o mundo inteiro através da Internet.

O acervo de nobre está disponível no site: http://carlosnobre.com.br/site/

Lá dá para ler as colunas do jornalista, conhecer sua trajetória no rádio, no jornal, os livros publicados, os acervos familiares dentre outras informações.

Vale a pena conferir!!!

Monday, May 24, 2010

Que orgulho

Por Bruna Silveira

Bom, de muitas coisas legais que a Famecos me trouxe, durante o curso de jornalismo, uma delas foi amizades.

Denise Frizzo, minha colega desde a primeira aula de fotojornalismo II até as peripécias de editoras chefes da cadeira de tele III foi uma amizade muito querida que ficou.

Como ela foi para a Austrália e me deixou aqui sozinha, agora no retorno dela ao Brasil ela rema ainda na Famecos. Hoje a Denise é produtora da Rádio Gaúcha e tem um blog, obviamente de viagens, no CLICRBS. Sim, a Denise vive com o pé por ai. Quando dá...

Com muito orgulho indico o blog dela. Até porque a matéria de Fernando de Noronha está muito legal. Bom, quando eu conseguir ir até Noronha, pegarei mais dicas com ela.
Além desta que destaquei, existem muitas outras dicas de viagem e até uma receita de farofinha de pinhão para esta estação fria e aconchegante.

Sunday, May 23, 2010

Aplaude que ele é o cara!

Por Bruna Silveira

Na noite de 17 de maio, lá estava eu sentada na platéia do Conversa do Praia, evento sistemático do Shopping Praia de Belas em Porto Alegre/RS. Esperava por ele, ele que é diretor do programa Profissão Repórter, da Rede Globo, e ainda, autor dos livros sobre Chico Xavier. Enfim, a pessoa que esteve e está em contato com dois ídolos meus: Caco Barcellos e Chico Xavier.

Eu que tinha certeza que não arredaria pé dali antes do final da entrevista e muito menos sairia daquele shopping sem o autógrafo do “cara”, perdi uma oportunidade impar: clicar o momento. Sim, a máquina, de baterias carregada que estava em meu poder, no exato momento da foto, não funcionou. Enfim, tinha um fotografo profissional lá e paguei pela foto, que ainda não chegou no meu endereço. (Quando esta memória estiver em meu poder, prometo postar).

Foi realmente uma experiência diferente ouvir Marcel Souto Maior, um jornalista não espírita, contar as peripécias vividas para então poder escrever sobre Chico. Como ele mesmo disse, na inocência de recém repórter, ele pensou que uma mentirinha iria colar. É, o que ele não contava é que isso não daria certo em se tratando do médium mais famoso do Brasil. Dentre as experiências além da vida que teve após o “pacto” da biografia, ele conta quem em uma manhã lágrimas brotaram de seus olhos, sem nenhuma manifestação emotiva. Dentre os vários causos que o próprio jornalista conta no livro do filme de Chico Xavier, um destaque foi quando ele, ao terminar de escrever o primeiro livro sobre Chico, enviou uma cópia do mesmo a Nelson Xavier, ator que representou Chico na terceira fase de sua caminha na telona. Daniel Filho, diretor da película, não imaginava isso e convidou o ator para o papel. Detalhe: ao enviar uma cópia da história de Chico para Nelson, Maior acrescentou um bilhete que dizia que, se um dia aquele material virasse filme, ele gostaria da presença de Nelson no Papel de Chico.

Confissões a parte, Maior participou de todas as gravações do filme, em Uberaba, e as histórias podem ser lidas no livro que ele estava autografando naquela noite. “Chico Xavier, a história do filme”, vale ser lido após assistir ao longa, que ainda está nas salas de cinema. Foi com uma platéia atenta, que o jornalista, após 60 minutos de bate-papo, foi ovacionado pela platéia e deixou o palco pela livraria.

Para fechar com chave de ouro meu encontro que este simpático jornalista, ao ir buscar meu autógrafo, contei minha aspiração de fazer contato com Caco Barcellos para então enviar meu trabalho de conclusão do curso de jornalismo, quando então abordei a Semiologia do Rota 66, livro do Caco. Sai de lá com o que eu queria e com a paz que Marcel Souto Maior, mesmo não sendo espírita me fez sentir.

Sunday, May 16, 2010

Por Bruna Silveira





As vezes me dou ao direito de ler alguma coisa não relacionada a minhas crenças e a minha profissão. Às vezes eu, como várias mulheres que conheço, não entendo o comportamento masculino.
Sim, não tenho problema nenhum em assumir que sou solteira. Não por convicção, não por opção, mas simplesmente porque falta homem sem fobia no mercado.
Ok, mudando um pouco o foco que tem sido sequência a alguns meses no blog, hoje quero falar sobre a leitura auto-ajuda de balcão que fiz na última semana.
“Homens que não conseguem amar”, livro de Steven Carter e Julia Sokol, da editora Sextante, me ajudou a compreender algumas reações, de certos homens que convivi nos últimos tempos. Sim, existem homens com fobia de relacionamento. E é isso que fica claro no livro. Ao trazer depoimentos das mulheres que passaram por estas vivências, narrando situações difíceis e ainda, trazendo a visão de homens com este pequeno problema, compreendi que sim, o problema não é comigo. Existem homens que não conseguem estabelecer um relacionamento, um compromisso. O livro mostra que, geralmente estes homens são confusos não só na arte do amor, mas em muitas áreas da sua vida como trabalho e até na dificuldade de morar por muito tempo no mesmo lugar.
Desculpas típicas que escutamos, desaparecimentos que ficamos sem compreender tornam-se um pouco mais claros de entender a partir destas linhas. E olha que em muitas, muitas mesmo identifiquei momentos vividos na pele.
Embora o livro seja repetitivo, pode-se dizer que o panorama geral das linhas escritas, nos faz entender os sinais que estes homens nos dão e isso auxilia a sairmos destas armadilhas e fugir de homens assim.
Ao mesmo tempo em que eles são confusos, eles machucam e o que sobra para nós mulheres, não é a confusão, mas sim a dor de achar que estamos sempre errando, em cada passo. E isso não é verdade. A obra também desmistifica a idéia de que devemos ser mães ou terapeuta dos homens. Não, acho que hoje em dia nós mulheres, vivendo no mercado de trabalho, ganhando nosso próprio salário, devemos fugir de homens assim, ser menos “Amélia” e ser mais nós mesmas. Relacionamentos são complementos da vida, não escravidão.
Se eu, após estas linhas acredito no amor? Sim! Quero constituir família? Sim! Quero um amor romântico? Sim! Mas para isso não preciso me machucar.

Vale a leitura auto-ajuda de livraria!

Sunday, May 02, 2010

Chico Xavier

Por Bruna Silveira













Com um pouco de atraso, após a estréia do filme de Chico Xavier, adentrei na tarde do dia 1º de maio a sala de cinema. Acompanhada de minha mãe, sentamos confortavelmente para assistir à película.

Dirigido por Daniel Filho, a obra cinematográfica originou-se das páginas do livro de Marcel Souto Maior: As Vidas de Chico Xavier. Mesmo sendo ateu, foi com uma precisão incrível que Daniel Filho levou aos cinemas, a vida do maior médium que o Brasil teve. Chico teve uma vida sofrida, de renuncia, de caridade, humildade e nunca, mas nunca mesmo, pediu nada em troca. Dizem que quem lê o livro e depois assiste o filme não acha graça na dramaturgia da tela. Mas eu afirmo: este está perfeitamente elaborado, bem construído, com imagens inacreditáveis, com as mensagens certas.






Quando criança, conversando com o espírito da mãe




Porém, como é afirmado no começo do filme, é difícil apresentar em apenas duas horas, a vida de um grande homem que sabia que morreria no dia em que o povo brasileiro estaria feliz.

Chico deixou a terra na noite do dia em que o Brasil ganhou o pentacampeonato em 2002, mas nem por isso a perda deste grande homem que trilhou a vida dura e recompensadora da mediunidade, deixou de ser sentida por seus seguidores, muito menos lhe faltou homenagens. Como o filme mostra, ateus passaram a acreditar, quem tinha algumas duvidas quanto a vida após a morte passou a ter certeza.





Chico e Emmanuel



O filme é montado em torno do programa Pinga-Fogo, que Chico participou na década de 80. E assim, ao apresentar sua vida no programa, ela vai sendo retratada nas telas. Todos os artistas que representaram o médium não deixaram a desejar. Assim como o ator de Emmanuel, guia de Chico durante sua trajetória terrena também não deixou por menos. Mesmo o filme ser carregado do drama da vida do médium, traz passagens engraçadas como o caso que Chico conta, quando pensou que o avião em que estava iria cair. A cena é retratada no filme, não apenas narrada. Além de podermos nos deparar um pouco mais com a vida do médium mineiro, podemos tirar a conclusão da palavra que pregava Cristo e Allan Kardec: Fora da caridade não há salvação. E isso, o próprio Chico mostrou em vida e continua mostrando nas telas dos cinemas, nas prateleiras das livrarias. Está tudo disponível para quem tiver interesse de entender um pouco mais do que é uma vida de doação gratificante.







Sessão Mediúnica conduzida por Chico Xavier





A película, já vista por mais de 2 milhões de brasileiros, encerra com trechos originais do programa Pinga Fogo e com a oração do Pai Nosso, proferida por Chico Xavier, levando todos à emoção.

Vale a pena conferir!













O grande Chico Xavier
Para saber mais:

Além do filme ainda estar em cartaz nos cinemas do Brasil, há mais de 400 livros escritos durante a trajetória de Chico na Terra e ao alcance de todos os brasileiros em livrarias e bibliotecas de todo o país. Fora o livro que deu origem ao filme, As Vidas de Chico Xavier e o livro que foi originado do filme, Chico Xavier – A história do Filme de Daniel Filho, também escrito por Marcel Souto Maior.
O programa Pinga Fogo, apresentado na película, está disponível nas livrarias em DVD.




Há ainda, sites para consulta na Internet, confira:

























Friday, April 23, 2010

São Jorge





Hoje, 23 de abril, é dia de São Jorge. Conhecido nas religiões afro como Ogum. Em 2009 o ano foi dele, mas todo o 23 de abril é de se comemorar este guerreiro.


Salve Jorge!


Oração de São Jorge


"Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos tendo pés, não me alcancem; tendo mãos, não me peguem; tendo olhos não me vejam e nem em pensamentos eles possam me fazer mal. Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar. Jesus Cristo me proteja e me defenda com o poder de sua santa e divina graça, Virgem de Nazaré me cubra com o seu manto sagrado e divino, protegendo-me em todas as minhas dores e aflições, e Deus com sua Divina Misericórdia e grande poder seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meus inimigos. Glorioso São Jorge, em nome de Deus, estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas, defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, e que debaixo das patas de seu fiel ginete meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós. Assim seja com o poder de Deus, de Jesus e da falange do Divino Espírito Santo."


Salve Jorge!

Educação


Por Bruna Silveira




Quem não parou, ao menos uma vez na vida, para pensar no tempo que perdia na escola. Eu muito pensei principalmente nos meus idos anos do cruel segundo grau, hoje o famoso ensino médio.
Decorar fórmulas, tabela periódica, fazer cálculos mil de X vale não sei o que. Vivia me perguntando, no que isso agregaria em minha opção de vida, que era a área da comunicação. Ok, mais tarde compreendi que precisava de tudo isso para passar no vestibular e, então, o fardo tornou-se mais leve.

Mas afinal, pensava ainda, a vida se aprende como? Na escola? Na castradora escola particular em que eu entrava todas as manhãs ou, muito do que eu sei hoje aprendi na vida? O aprendizado vale quanto? Faz-se onde?

Hoje posso dizer que por todos os meios se aprende. Com a escola, cheguei na faculdade, com a faculdade me tornei profissional, mas se não fosse pelas coisas que aprendi fora das classes, talvez muito eu não pudesse oferecer ao mercado hoje.





Questionamentos normais na adolescência estavam retratados nas telas do cinema do Brasil com o filme Educação. Dirigido pela dinamarquesa Lone Scherfig, e lançado no Brasil em 2010, a película trouxe a tona a época de Londres pré-"swinging sixties". Jenny, a personagem principal do longa, uma estudiosa adolescente de 16 anos, se vê seduzida pelo aprendizado da rua, proporcionado pelo sedutor David. Diga-se que bem mais velho do que ela, e com uma conversa de levar no papo, até o pai conservado de Jenny. Ele apresenta não só “a vida real” para a menina, mas como o sub-mundo da mentira. A questão toda da trama, dentro da mente de Jenny é: vale eu me casar com este homem e deixar meu sonho de faculdade, de música para trás ou vale correr atrás da minha Educação profissional.





A trama de mentiras montada por David tem seus dias contatos no filme e Jenny, ao saber de toda a verdade toma a decisão. Retomar sua vida e ser alguém. Além dos questionamentos naturais da juventude, a adolescente descobre que crescer vai além dos muros da sala de aula, mas não pode ultrapassar a dignidade humana e feminina.


Sunday, March 21, 2010

Todos os dias

Dá para dar uma olhada nas minhas idéia diárias aqui:


http://twitter.com/silveirabruna

TENDÊNCIA

Por Bruna Silveira

Dias contados


Cores alegres nas unhas estão com o prazo quase vencido. Seguindo pela data de entrada do outono, a partir do dia 20 de março, mais precisamente após às 14h, a estação já se faz presente. Porém, como a natureza anda dando mostras claras de sua insatisfação do que os homens fizeram com ela, sabemos que o calor, ao menos aqui pelo Rio Grande do Sul, segue. Com esta temperatura de veraneio, ainda dá tempo de usar e abusar das cores que fizeram as unhas deste verão.

Os rosas vieram em diversas variações e estiveram presentes nas unhas de muitas gaúchas. Os roxos claros também fizeram sucesso. Mas o destaque foi para os verdes e azuis que variavam do claro ao mais escuro.

Com a chegada das baixas temperaturas, voltamos aos vermelhos, cor de vinho, aquela coisa tradicional. Mas a tendência que aponta o mercado de cosméticos é o marrom. Os Caldas de Chocolate, os tradicionais Cafés e até o Capuccino cumprirão o papel de fazer a moda das mãos das brasileiras.







A Risqué aposta em três cores em verniz e três cores opacas





Mas ainda há opções de cinza e cores que lembrar o tom de pele. Além disso, aponta no mercado brasileiro os esmaltes escuros, trazendo cores de roxo forte, dentre outras opções com textura opaca. Mas, quem gosta de brilhar até no escuro, algumas marcas garantem o realce.




Já a Impala aposta em tons perolados

O mercado de esmaltes, que tem crescido muito nestes últimos anos, promete fazer ainda mais a cabeça e as unhas de muitas brasileiras.

Sunday, March 14, 2010

Tudo por Prazer

Por Bruna Silveira






Três amigas, cada uma com um problema em sua vida, mas todas com algo em comum: busca pelo prazer.




Marie é médica e sustenta o marido, um pintor que não vende uma tela. Florence trabalha com marketing, tem um filho pequeno e um marido que só pensa nos negócios, viaja constantemente para o exterior e não demonstra a menor paixão por ela. Já Juliette é solteira e namora um estudante de filosofia, que se sente incapaz de assumir qualquer tipo de compromisso. A decisão do término do relacionamento, por ele, é justo no dia em que o casal vai dar o passo mais importante de sua vida: alugar o apartamento dos sonhos.


Na película, particularmente me identifiquei com Juliette. Além de ter o “dedo podre” para escolher os homens de sua vida, e isso temos em comum, a advogada vive com a conta bancária no vermelho pois nunca recebe o pagamento de seu cliente, passa o dia em lojas e, mesmo com a separação, aluga o apartamento.


Já Marie vive no consultório e resolve ter uma aventura fora. Neste momento ela descobre que o prazer está dentro de casa.


Quanto a Florence, ao receber a responsabilidade de desenvolver uma campanha de marketing e, quase perder o emprego por falta de ausência do marido, decide dar uma reviravolta em sua vida e assumir o controle de seus dias e de seu filho.


Quanto a Juliette, ela encontra o prazer no verdadeiro amor: o gerente do banco.


O filme, que pelo nome pode parecer fútil, nos faz ver que, o que realmente nos dá prazer, é aquilo que mesmo nos incomodando amamos. Não pode haver prazer sem um sentimento real. Do contrário é momento e isso não agrada por todos os dias de nossas vidas.
A comédia francesa foi lançada em 2005 e é dirigida por Cécile Telerman, com roteiro de Jérôme Soubeyrand e Cécile Telerman.

Em uma noite chuvosa, ou não, é uma ótima pedida.

Flores podem surgir do Ferro

Por Bruna Silveira


Até onde você encara os obstáculos da vida como um aprendizado? Onde cruza a linha da vida real e imaginária? Que influências trazemos para o nosso lado, a partir de nossa forma de ver? E que formas pensamento criamos? Estas e outras questões fazem parte do romance espírita A Ferro e Flores, de autoria de Lygia Barbiére Amaral, editado pela Lachâtre.

O tema principal do livro é o problema do alcoolismo e, como as consequencias deste vício, podem influenciar de forma positiva ou negativa. São duas irmãs gêmeas que sofrem um acidente causado pelo pileque do namorado. Um pai, que não sabe nem o que faz e coloca a sua vida em risco, tendo mais tarde que ser cuidado pela filha que ele rejeitou. Um casal, que chega ao fim por causa da bebida.

A obra nos mostra inúmeros lados do alcoolismo. Para quem tem esta doença, para os familiares e para quem fica, quando o resultado de uma festa regada à álcool é fatal.

No que a medicina pode ajudar? E ainda: o que está no mundo invisível que nos faz agir compulsivamente por um vício? Com que tipo de auxílio podemos contar, tanto na Terra como no Mundo Espiritual?

Uma obra que faz refletir, rever conceitos e encarar de outra forma amigos e familiares que enfrentam o problema da bebida. Do Ferro mais quente, nascem as Flores mais lindas e coloridas da vida.

Eu recomendo!




Monday, March 08, 2010

Todas em uma


8 de março. Dia Internacional da Mulher. Merecemos comemorações? Sim, todos os dias, não apenas hoje. Mas hoje, o mundo se mobiliza para olhar para os seres femininos. Sem nós, mulheres, não existiriam os homens, nem mesmo outras mulheres.

Em sua obra divina, nosso arquiteto genial, nosso BIG GOD, oportunizou tudo em um ser. A força para vencer os obstáculos, a fé para que nunca deixemos de acreditar, o amor, para que se multiplique nas multidões, a garra, para trabalharmos lado a lado por um mundo melhor, a fertilidade, para que possamos oportunizar vidas que podem vir não só de dentro de nosso útero, mas de nosso coração enorme.

O dia de hoje não precisava ser feriado, afinal, sempre estamos a postos para trabalhar, para cozinhar, para sorrir e ser feliz. Para dar a cara a tapa, uma palavra amiga, fazer um carinho. Sempre estamos prontas para entrar numa briga por uma crença, para defender o nosso lado e dos outros também. Estamos infinitamente prontas para sermos justas, sermos amantes, amigas, mães, namoradas, sermos más para ensinar quando pelo amor não conseguimos. E mesmo aquelas que se dizem descrentes de muitas coisas, sabemos que bem no fundinho delas existe a fé, pois sem a fé não estaríamos em lugar algum.

Que tenhamos cada dia mais orgulho de sermos mulher, que sejamos mais femininas, que mais flores cruzem nossos caminhos e mais amor espalhemos pelo mundo.

Feliz Dia Internacional da Mulher

Feliz Vida

Feliz todo o ano

MULHER SEMPRE E EM PRIMEIRO LUGAR!


Bruna Silveira

Thursday, March 04, 2010

Em grande estilo

Sem postar desde janeiro, saí à francesa para as tão merecidas férias. Uma dama sabe o momento de retirar-se sem causar estardalhaço, mas por outro lado, sabe o momento de fazer seu retorno triunfal.

Após 15 dias de férias no Litoral Gaúcho, posso dizer que voltei com as energias renovadas, com mais de cinco livros lidos e mais de 10 filmes assistidos. Voltei feliz por ter passado tantos dias com meus pais, observando suas manias e vendo que o tempo urge e preciso estar mais com eles.

Voltei cheia de carinhos ofertados pelo meu cachorro Kikito, um linguiça arlequim que completa 12 anos em 2010. Registrei com a beleza, leveza e cor das borboletas as minhas alegrias. A marca ficou na pele. Arte no corpo faz parte de algumas liberdades da mente. Vi nascer duas azaléias no meu bonsai. Vi mais três botões despontarem. Cultivei meus cinco bonsais e bronzeei a pele com parcimônia.

Sai aspirante a Jornalista, voltei Jornalista. Das mãos experientes do meu pai, me veio o canudo. Com minha família e amigos comemorei mais este rito de passagem na minha vida. Tive tempo de planejar algumas coisas, não tive tempo de fazer tudo que queria...

Férias são importantes, colocam a pessoa em contato com atividades não desenvolvidas ao longo do ano, nos coloca em contato com divindades astrais que não escutamos quase nunca e que nos renovam para que a caminhada seja feita com fé.

Estou de volta, pronta para mais filmes e livros, amigos, conversas, amigos e amores, bichinhos, plantas e família e fé.
Bruna Silveira